Terrenos da antiga Feira Popular

Não sei se já foi sugerido algo do género. Se tiver sido melhor, dou força à sugestão, se não tiver sido, sugiro.

Há uma religião à qual nunca foi dada abertura da mesma forma que é dada a tantas outras religiões. O Budismo.

Sugiro um jardim zen, semelhante aos bonitos jardins orientais, do género destes, destesdestes, destes ou destes. Aberto a qualquer pessoa, de qualquer raça ou credo, desde que vá em paz. Não precisamos de os copiar tal e qual como eles são, basta trazer a atitude, a ligação com a natureza sem tantas máquinas, o apanhar erva daninha (na realidade nenhuma é, só o é aos nossos olhos) uma a uma. Sentir a terra que um dia nos há-de acolher sem discriminação.

Mecenas, onde é que os senhores e senhoras andam?

feng-shui-gardenVárias associações (e não só associações) poderiam promover a medicina tradicional chinesa nesse espaço. Meditação, reiki, feng-shui… são tantas que não dá para enumerá-las todas. Um pouco de cada. A preços realmente acessíveis ao comum dos mortais. Algo que não temos no nosso dia-a-dia de forma acessível. Algo que até hoje ainda só esteve disponível para alguns, aqueles que podem porque têm dinheiro que lhes permite e aqueles que podem porque preferem gastar o pouco que têm em coisas semelhantes. O primeiro nível de reiki custa, em média, 90 euros. Quanto mais alto o nível maior o custo. É uma forma subtil de subverter o objetivo de quem difundiu o reiki, o senhor Usui, quando o mesmo disse que não voltaria a ensinar ou transmitir reiki a quem não pagasse por isso de alguma forma. Tantas fortunas que se fazem à conta de incautos. Tanto falso-mestre que por aí anda que só procura o lucro fácil, sem esforço e sem trabalho. A maior parte deles cheios de vícios materialistas. Têm ligação ao culto mas é ao culto do dinheiro, não é o culto do Oculto. Não só no reiki ou nas medicinas tradicionais chinesas, mas também em tantas outras atividades.

As culturas orientais têm uma forma de estar muito semelhante à nossa, pelo menos em relação aos últimos 100 anos. Não foram assim tantos os conflitos violentos que tivemos na sociedade. Nem o 25 de Abril requereu violência por aí além. Nada de outro mundo. Tudo pacífico. É por isso que não entendo como não temos líderes inteligentes e culturalmente acima da média que nos coloquem ao nível que merecemos estar. Somos pacíficos como os orientais (generalizando), bons trabalhadores como eles, desde que sejamos bem motivados, não com ordenados tabelados por baixo como os da China. Somos adeptos das novas tecnologias e estamos abertos à mudança, apesar de haver quem diga o contrário. À primeira vista somos racistas, xenófobos e outros defeitos que nos possam colocar. Mas depois de convivermos, cara a cara, com aqueles que julgamos inimigos nas ideias pré-concebidas, tornamo-nos na pessoa mais amiga do mundo. Com defeitos, claro, senão não teríamos encarnado, mas com muitas qualidades que não gostamos de realçar. Permitimos divisões sectárias e absurdas, que só existem na ilusão, na verdade nunca existem. A fronteira que temos entre Portugal e Espanha só é visível nos mapas criados pelo ser humano. Se olharmos do espaço, não há lá nenhuma fronteira. Porque a criámos? Por necessidade. Porque, em tempos, foi necessária para a nossa sobrevivência.

Ora, desde as tribos, passando pelos pequenos feudos, pelos reinos, até chegarmos aos Estados-Nação, galgámos terreno que se farta. Com guerras, conflitos e muitas peripécias pelo caminho. Mas muitas alegrias. Tantas invenções, descobertas sem fim, sempre na esperança de encontrar a resposta que todos querem. A resposta para a qual nenhum concurso se atreve a dar um primeiro prémio: Como é que tudo começou? Essa é a pergunta que nunca iremos realmente responder. Podemos desenvolver tecnologia até onde não der mais ao nível de desenvolvimento, mas essa pergunta ficará por responder. É preferível focarmo-nos em criar bem-estar para todos os seres humanos a focarmo-nos em religiões e outras coisas. O desenvolvimento espiritual é mais individual do que coletivo. Cada um tem o seu tempo certo para cada coisa. Não podemos todos abraçar a mesma causa ao mesmo tempo.

Desabafos de um final de tarde. Boa Páscoa para quem seja católico, bom dia para os restantes.

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