Ocultismo, Maçonaria, Religiões, Portugal, Bilderberg

 


árvore da vida

 A ordem do título tem um fundamento cronológico para mim.

Primeiro surgiu o Ocultismo, depois as religiões, a Maçonaria, em seguida nasceu Portugal e, nos nossos tempos, o tão conhecido Grupo Bilderberg. Excepto o Ocultismo, que não deve ser considerado uma organização no termo da palavra, mas sim um Conhecimento, tudo o resto são organizações criadas por nós, seres humanos. Desde que somos espécie, matéria, surgiram associadas a nós organizações, ritos, rituais e mistérios. Relativamente a religiões, aquela com que mais me identifico é o Budismo, mas todas elas têm algum fascínio ou Mistério, logo, não posso descartar nenhuma. Apesar disso, tenho para mim que os budistas, generalizando, conseguiram corromper os ensinamentos de Buda e transformaram-nos, contrariamente ao que ele pretendia, numa religião, carregada de ritos, rituais e cultos.

Buda disse:

dharma-wheelAs dádivas são esplêndidas, a doação de vihãras é meritória, as meditações e os exercícios espirituais acalmam o coração, a compreensão da verdade conduz ao Nirvana – Iluminação – mas o maior de tudo é o amor afável. Assim como a luz da lua é dezasseis vezes mais forte do que a luz de todas as estrelas, também o amor afável é dezasseis vezes mais eficaz em libertar o coração do que todas as realizações religiosas juntas.

Se repararmos bem, os ensinamentos de Buda estão presentes em quase todas as religiões, apesar de o Buda histórico estar situado no século VI a.C..

Houve muitos outros cultos antes deste, mas não é o objetivo desta página enumerá-los ou estudá-los com profundidade, apesar de passar por eles em alguns trechos do texto.

A base do culto religioso ou misterioso é quase sempre a mesma: o Sol, símbolo da luz e da vida. Daí advêm cultos humanos, falsamente divinos, materialistas, que apenas nos ligam ao sobrenatural de forma ilusória, quase sempre através de um mestre. Dessa ilusão vão surgindo mais e mais cultos (mais associações) diferenciados, mas cuja finalidade é quase sempre a de entender o significado da vida, da morte e daquilo que desconhecemos. Cito desta vez Lao Tsé para mostrar a minha opinião relativamente a isto:

laotseO Caminho que pode ser verbalizado não é o Caminho eterno.

O Nome que pode ser falado não é o Nome eterno.

O indizível é a origem do Céu e da Terra.

Em verdade, somente aquele que se livra para sempre do desejo pode ver as Essências Secretas;

Aquele que nunca se livrou do desejo somente pode ver as Consequências.

Essas duas coisas provêm da mesma Fonte, todavia são diferentes na forma.

Essa Fonte só pode ser chamada de Mistério, a Porta entreaberta de onde emergem todas as essências secretas.


Também não quero com isto dizer que sou contra a associação de pessoas ou de mestres. Pelo contrário. Sou a favor de associações até ao ponto em que se cria uma estrutura de comando, hierarquizada, possivelmente venerada, que por sua vez gerará submissão, mesmo que relativa, de alguém. Em relação aos mestres a mesma coisa. Há algo de maravilhoso num Mestre que sabe como chegar àquele pupilo, mas também há algo de horrível quando alguém se faz passar por Mestre e não passa de um falso-mestre, que por muito erudito que seja tem a maledicência e o ego a gerir os trabalhos. Ninguém aprende algo de um falso-mestre que não a falsidade.

O Taoísmo, quando surgiu, elevava a individualidade (unidade – uno – indivisível) do ser humano por forma a que este se compreendesse, antes de tentar compreender o que o rodeia. Com a intervenção da sociedade e das suas instituições, a génese do Tao passou de uma visão filosófica individualista para uma filosofia coletivista, que criou dogmas e mistérios semelhantes às religiões que conhecemos. E é isso que qualquer organização faz. Corrompe, estimula competição mesmo que não tenha esse objetivo, ou pode ser corrompida por interesses pessoais que nada têm a ver com esoterismo. Por isso é que Buda fazia a transmissão de coração para coração, de mente para mente, e não por palavras orais ou escritas, assim como uma rotura com igrejas, mestres e credos. Como? Não sei, isso faz parte do Segredo, da Alquimia que é desconhecida para a maior parte de Nós.

Numa página que pretende ligar de alguma forma as palavras do título, porque motivo fui eu buscar o culto do Sol, celebrado desde o início da humanidade?

Vejamos: Ocultismo – conhecimento não revelado. Se é algo não revelado é porque está escondido, não se vê. Se não se vê precisa de Luz para ser visível. Para ser visível é necessária Iluminação. Maçom – Iluminado. Para haver Iluminado tem de haver algo que ilumine. Quem Ilumina? Lúcifer – o Portador da Luz. No Satanismo Espiritual Enki é Satã, Deus do conhecimento e da sabedoria, portador dos segredos da vida e da morte. Vejamos como este site define Satanismo Espiritual. Para o Judaísmo também não existe um ser malévolo que combata o criador. Helena Blavatsky corrobora esta ideologia na sua Teosofia. Os maçons vêem-se também como seguidores de Ísis, protetora da natureza e da magia. Em suma, tudo o que envolva esoterismo, misticismo, Conhecimento, Saber, Inteligência, ritos e rituais, pode ser associado por um maçom à Maçonaria e às suas origens. Daí alguns maçons praticarem Satanismo. Se aprofundarmos um pouco o Satanismo, compreendemos que não é uma religião do mal. Pode ser uma religião que venera Satanás e ter uma filosofia individualista, materialista, lógica, racional. Alguns ritos e rituais também nos podem dar uma noção errada, como os sacrifícios, mas convém recordarmo-nos que, no passado, todas as religiões os praticavam e mesmo hoje, se pesquisarmos por sacrifícios e rituais atuais no Google, ficamos boquiabertos com alguns deles.

pentagramaO dízimo é um sacrifício, por exemplo. Desde que não envolva coisas desumanas como matar pessoas, violar pessoas ou obrigar alguém a participar no que não queira, sexo com animais, sexo com crianças ou algo que envolva crianças (não é justo sequer incutirmos na criança uma religião. Ela tem direito a escolher quando tiver maturidade para isso), não afeta o próximo, logo, cada um que faça o que entende. Macumbas e feitiços aproveitam momentos de fraqueza do nosso espírito. Tenhamos força e nada nos afeta. São rituais que não desaparecem por decreto ou com violência. Desaparecem quando tiverem de desaparecer. Quanta mais força se fizer para desaparecerem mais inscritos eles ficam. Aquilo que corrompe o Satanismo é o mesmo que corrompe todas as associações, como já supra referi. E infelizmente há pessoas com poder que o praticam numa lógica materialista. E isso deve ser combatido porque gera desequilíbrios.

Na origem da Maçonaria, além dos ritos, rituais e do ocultismo associado, sempre esteve e estará uma lógica de Poder. Há um ideal Humano, que deve servir de espelho para toda a sociedade. Aceita pessoas de todos os quadrantes e de todas as religiões. Correto. Mas acima de tudo estão os deveres maçónicos, e esses estão acima de qualquer religião ou ideal individualista, tornando a própria Maçonaria num credo ou religião. E como todos os credos ou religiões, degenera e deixa-se levar pelo peso da Matéria, muito mais densa que o Oculto. Isso pode ser constatado quando vários maçons, inclusive de altos graus, se queixam que muitas lojas estão cheias de discussões políticas e muito pouco esotéricas. Se isto não bastasse para demonstrar que a própria Maçonaria deixou de servir o seu propósito fundamental, acrescento que a teosofia delimita uma linha simples de se ver, em que separa a política, algo puramente materialista, de qualquer espiritismo ou até mesmo espiritualidade. Não são os imensos ritos, rituais e símbolos que irão mudar a génese dos seus membros. Por muito que acumulem símbolos relacionados com a história do Ocultismo na espécie humana, não será através do domínio político que conseguirão ajudar a raça humana a mudar o seu paradigma. A sua génese é o Ocultismo, diga-se o que se disser. Logo, qualquer derivação ou associação que tenha com religiões, política ou outras congregações, serão meramente casuais, fruto da necessidade dos tempos. Compreendo, mas não aceito. Por isso associo a Maçonaria a uma congregação que permitiu que a sua génese fosse esquecida pela esmagadora maioria dos membros, o que a tornou numa simples organização de poder e não de Poder.

Controlo das massas e o corte absoluto com qualquer ideologia mais individualista estão na lista de algumas pessoas que tomaram conta da Maçonaria após a Revolução Francesa. Deixaram-se enredar nas ilusões do materialismo. O que não implica que a responsabilidade esteja na Maçonaria. Tem é sido usada para esses e outros fins ainda piores.

Não é possível chegar a estas e outras conclusões sem pesquisar a fundo o que afirmo. Oligarquia e tirania têm sido os regimes em que temos vivido há mais de 4000 anos. E a Maçonaria assume que existe, pelo menos, desde esses tempos! Para mim e por sempre ter estado ligada a elites, merece que parte do seu ocultismo, aquele que está bem longe do Ocultismo, seja revelado, precisamente porque a partir de determinado momento passou a ser utilizada para fins contrários ao que se propõe.

Reparemos que, de todas as religiões que existem, a Maçonaria, ou o Ocultismo a si associado, existe desde os tempos mais remotos dos primeiros Alquimistas. E são essas ideias que foram incorretamente absorvidas por alguns “iluminados” maçons, que pretendem um governo-único mundial, uma moeda-única mundial, uma religião-única mundial, uma polícia-única mundial, uma Nova Ordem Mundial e têm usado a antiguidade, estatuto e poder da Maçonaria para alcançarem esses fins. Se a Maçonaria não assume isto e acaba com esta perversidade, então é cúmplice e responsável. Além da Maçonaria, o Satanismo tem sido utilizado para estes fins.

Quero também, antes de mais, registar que não é objetivo deste página atacar qualquer religião, credo, quem não tenha nenhuma, ou a Maçonaria. O facto de as elites estarem relacionadas com cultos e seitas não implica que esses mesmos cultos e seitas tenham origem nas elites. O que acontece é que as elites conseguem infiltrar-se em qualquer culto de modo a que o mesmo seja utilizado para os fins que já indiquei. O mal não está nas coisas em si, está na forma como alguns as usam para seu benefício. E isto é algo que sempre foi combatido, desde que na história da humanidade algum ser humano exerceu poder físico ou espiritual sobre outro.

A origem da Maçonaria – Antigo Egipto

Para falar da origem de Maçonaria tenho de recuar muito tempo na História, mas irei apenas até onde o meu conhecimento e as fontes disponíveis permitem.

Diz no site da Grande Loja Arquitetos de Aquário que no Antigo Egipto já existiam rituais iniciáticos, como os de Serapis. Nem de propósito este site maçónico relacionar a Maçonaria com o Antigo Egipto. O que prevalecia no Antigo Egipto era uma sociedade estratificada, como sempre tivemos na história depois disso. É também a partir dos cultos religiosos do Antigo Egipto que nascem os cultos religiosos judaicos.

De acordo com alguns maçons, as pirâmides foram construídas por antigos maçons. Não é difícil encontrar Irmãos que relacionam o Antigo Egipto e a Maçonaria. Pelo contrário, até é bem frequente. Vejam este exemplo, na página 20. Na página 16 diz que as origens da «Fraternidade Oculta de Mestres da Sabedoria, chamada também Grande Loja Branca (e na Bíblia, Ordem de Melchisedeck) podem unir-se às primeiras civilizações humanas, das quais esses Mestres, como Reis-Sacerdotes Iniciados, foram Reveladores e Instrutores. Podemos ver uma ordem dada aos Irmãos, na página 269. Apesar da ordem dada no livro, a insistência em associar a Maçonaria aos tempos mais remotos persiste no seio da Ordem. Um exemplo.

Tiet.jpgEste site apregoa uma nova religião, uma religião de uma nova era, que busca Deus sem os dogmas das religiões impostas pelos líderes do passado. Tenta derrubar os mitos de todas as religiões estabelecendo comparações entre elas. Devo dizer que concordo com algumas comparações, mas não concordo com os objetivos desta nova religião apregoada. Os novos cultos tendem a misturar várias religiões, quase sempre com base nos ensinamentos meditativos budistas e hindus. Estas seitas focam-se muito no ser humano calmo, compassivo, atento e cumpridor das normas, que sabe estar quando há um sismo ou outra catástrofe. É uma forma de estupidificar e amansar pessoas sem recurso a armas ou técnicas invasivas. É pelo lado psicológico, o que todas as religiões sempre fizeram, que melhor se consegue dominar as massas. Mas este é apenas o primeiro site do género como exemplo.

A calma faz falta, mas só sabemos o que é calma quando há agitação. O ser humano nunca está satisfeito, por muito que tenha. Iremos sempre procurar chegar mais longe do que já chegámos. Teremos sempre períodos de calma e agitação social, mas não devemos nunca ter os extremos, que são a complacência e resignação vs terrorismo e violência.

Quando um site maçónico relaciona a Maçonaria ao Antigo Egipto, fá-lo para engrandecer o Rito maçónico. Não conta que alguém vá relacionar a historia da Maçonaria à história das elites. Vai daí o meu agradecimento a estes maçons.egipto

Todos os cultos devem ser permitidos. O que não deve ser permitido é o uso de cultos para dominar milhões de seres humanos.

Nenhuma religião ou credo erradicou a pobreza, a fome ou outros desígnios universais, como pretendiam as assinaturas no “papel”a Declaração Universal dos Direitos Humanos:

Artigo 25°

1.Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.

Quem é que cumpre este Artigo? Nenhum Deus nos salvou dos males da vida, da mesma forma que também não o fez quando tratamos de nos comprazer. Sinceramente, não sei se acredito ou não acredito em algum Deus, entidade divina ou criadora, mas isso também é irrelevante. Acredito sim que não faz sentido haver quem domine e quem seja dominado. Quem sirva e quem seja servido. Temos inteligência, meios e capacidade de vivermos numa sociedade igual, mas não comunista, comercial, mas não capitalista, espiritual, mas não religiosa.

Não é uma sociedade supra-ideológica. Pensamos e temos ideias, logo, não há possibilidade de supra-ideologia. Isso é um mito criado pelas religiões da nova era que usam o budismo para veicular os ideais da futura religião do Mundo: a religião que permitirá que todos sejam controlados até ao mais ínfimo pormenor sem levantar objeções. Querem um exemplo? Então aqui fica esta citação deste site claramente pró-maçom:

Maat

Entendendo a Ligação. Maat representa a justiça, e é quem está no topo da pirâmide. Não quero vir com teorias da conspiração, mas é o que aparenta ser. A mensagem é bonita. Um dos pré-requisitos para se tornar maçom, é que você precisa acreditar em uma força superior. A diferença entre a espiritual idade Maçónica e uma religião organizada, é que os maçons não impõem a esse poder nenhuma nomenclatura específica. Em vez de entidades teológicas como Deus, Alá, Buda ou Jesus, os maçons usam termos mais genéricos com Ser Supremo ou Grande Arquiteto do Universo. Isso possibilita a união de maçons de crenças diferentes. Os maçons acreditam que o topo da grande pirâmide, pertence ao grande arquiteto do universo.

Neste mesmo site também podemos ver os Graus da Maçonaria. Reparemos bem que a Maçonaria é metida ao barulho com vários outros temas esotéricos em todo o site. A religião do futuro está em marcha. Até já descrevem ao pormenor como é que influenciam milhões de pessoas através da música, carregada de significado e simbologia. Neste outro site podemos ver a defesa do estudo dos ritos e rituais egípcios, pois certamente não é por acaso que a Maçonaria inclui muitas histórias dos rituais dos mesmos. No entanto, muitos ignorantes conseguem ver a cobra em vez de atentarem que é uma corda. Não inspecionam a fundo e misturam muitas vezes alhos com bugalhos. Por isso é que depois se fazem rituais que pouco ou nada têm a ver com Ocultismo. Não se deve brincar com estas coisas. Estão para além da nossa compreensão lógica. Os resultados podem ser catastróficos. O grande arquiteto do universo que é venerado, não passa também ele de criação da nossa mente. Aquilo que permitiu tudo o que existe, visível ou não visível, está para além da possível descrição. Na descrição está sempre dualidade, bom-mau, mau-bom, preto-branco, branco-preto. Nem o próprio Arco-Íris nos aproxima do que permitiu o Todo, porque até o Arco-Íris é fruto da Ilusão. Isto está bem explicado no Budismo e no Zazen. Não seguimos se não quisermos. O caminho é longo e estreito, cheio de obstáculos, mas cada um deles só nos torna mais fortes. Daí provém o desejar e o não-desejar, dois extremos, duas faces da mesma moeda. Usar a meditação ou os ensinamentos de Buda para ter poder, enriquecer sem ajudar minimamente o próximo ou chegar ao sobrenatural é mais maya, ilusão. É aqui que o Mestre aplica o kyosaku, para que a ilusão não engane o meditador. No meio está a solução para se chegar ao Todo, mas sendo o Todo indescritível, nem mesmo o meio é a meta final. Estará para além dele. Quantos membros da Maçonaria estão lá para aprofundar este Conhecimento? Mais depressa encontro Ocultistas no dojo zen de Lisboa do que em 90% dos membros da Maçonaria. Contestem esta afirmação, se assim o entenderem.

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Dentro do Antigo Egipto, não poderia deixar de referir os celtas. Este site maçónico tem um
artigo sobre este tema que servirá para eu lançá-lo nesta página.

Talvez esteja a cair nos mesmos erros dos teóricos da conspiração, mas citarei um parágrafo para dar seguimento às minhas ideias de como algumas organizações estão subtilmente a ser usadas para a criação de uma Nova Ordem Mundial, puramente materialista e longe do espiritismo (não troquei por espiritual):

A Nova Era não é tão nova assim, representa a Era de Aquário, que teve início com a entrada do século XXI, é um tempo de reviver antigas ideias. As pessoas que aderem ao Nova Era têm uma sede espiritual autêntica e talvez, por isso, tenhamos o retorno do druidismo céltico, com seus deuses superiores! As pessoas sentirão uma afinidade maior com seu ambiente natural e as condições climáticas, e terão menos necessidades de viajar com motores queimando combustível, à medida que interagirem com a realidade virtual de seus sistemas de computador.

(…) à medida que interagem com a realidade virtual de seus sistemas de computador.” É aqui que reside um dos problema. Deixamos de perceber onde acaba o real e começa o virtual. Perigoso. Não somos máquinas. Podemos ter a capacidade de criá-las, mas não devemos almejar tornar-nos nelas. É esta luta que travamos atualmente. A Ciência tem de ter limites. E desde que deixámos de ter objetivos comuns enquanto espécie, que a Ciência se transformou numa manta de retalhos, maioritariamente tecnológicos. Depois, quer-se misturar Ciência e Religião de uma forma absurda, com todos os dogmas inerentes às religiões a marcarem o compasso da música tocada e dançada, mesmo em oposição, por quase oito mil milhões de pessoas. Mas é perfeitamente normal que Ciência e Religião se unam. Ambos perseguem atualmente poder, riqueza e notoriedade. É normal que estando debaixo de crítica cerrada da opinião pública, algo que os media têm tentado combater em vão, reúnam esforços nesse sentido. Não admira que o deus do século XXI seja o dinheiro para a maior parte das pessoas. E também não admira que quem defende o atual estado das coisas e viva com dignidade (pode ler-se dinheiro, riqueza) não pretenda mudar o rumo das mesmas. Só no limite alteram alguma coisa e é apenas superficialmente. Lá no fundo, irão tentar manter status quo e poder.

Atualmente temos quem associe tantos e variados conceitos como ocultismo egípcio e celta à Maçonaria, não só pela simbologia e pelos ritos, mas também por os celtas terem iniciado a Idade do Ferro na Europa.

A origem da Maçonaria – Grécia Antiga

Este site maçónico associa a Maçonaria à Grécia Antiga neste post. Refere que as fratrias gregas, que foram dominadas pela aristocracia e deram origem às cidades-estado gregas, foi de onde surgiram os chamados Collegia Fabrorum romanos. Neste site judaico é mostrada a ligação entre o Judaísmo e a Grécia Antiga, neste post. Alexandre o Grande pilhou e dizimou por todo o lado por onde passou, excepto Jerusalém!

Este site de uma pessoa assumidamente maçon faz bastantes referências sobre a influência da Grécia Antiga na Maçonaria, e vice-versa. Saliento uma citação que faz a Albert Pike:

Onde começaram os Mistérios? Ninguém o sabe. Supõe-se que vieram da Índia, passaram para a Caldeia, o Egito, de onde foram transportados para a Grécia. Qualquer que seja o lugar das suas origens foram praticados em todas as nações da antiguidade, e, como era o comum, os habitantes da Trácia, os cretenses, os atenienses disputaram a honra de tê-los inventado e cada um desses povos pretendeu nada ter tirado do outro.

Fui buscar e citei associações da Maçonaria com os Antigos Egípcios, Albert Pike foi mais longe e associou os Mistérios da Maçonaria – leia-se, Iniciação –, pelo menos, à Índia.

Não é difícil associar as ideias do Iluminismo às antigas filosofias gregas de Pitágoras, Platão e Aristóteles. Mais um exemplo.

Symbols-CaduceusOlhando para a arquitetura Grega Antiga também associamos rapidamente a Maçonaria. Experimentem pesquisar na Internet por arquitetura grega antiga e vejam os resultados. Os mais abundantes são os edifícios com colunas. A simetria era um elemento chave. Muitos dos templos também fazem lembrar a arquitetura do Templo de Salomão, que foi edificado, segundo reza a Bíblia Hebraica, como local de culto religioso judaico e onde se ofereciam sacrifícios conhecidos como korban. Se entrar por caminhos como a Matemática da Grécia Antiga, que reunia conhecimentos tão vastos como aritmética, geometria, astronomia e mecânica, a conotação com a Maçonaria atinge níveis extraordinários. Pitágoras viajou bastante e teve muito contacto com ritos egípcios. Tales de Mileto é referido num dos sites oficiais da Maçonaria Portuguesa, com direito a pdf para download e tudo. Quando ouvem os nomes pelos quais os membros da maçonaria se tratam, reparem em quantos vêm da mitologia grega. Ainda sobre Pitágoras:

A preocupação pela alma conduz os pitagóricos à doutrina da transmigração, diretamente relacionada com o problema da imortalidade. Pitágoras parece ter sido o primeiro filósofo que sustentou uma doutrina segundo a qual a alma expia uma culpa originária reencarnando-se em sucessivas existências corpóreas, tanto de homens como de animais. Posto que o fim último dos seres humanos consiste em voltar a viver entre os deuses, os pitagóricos afirmavam que a vida deveria dedicar-se à busca da verdade e do bem através do conhecimento, que constitui a mais levada comunhão com o divino. Platão e Aristóteles defenderam mais tarde esse mesmo sentido da vida.

Vejamos bem, os filósofos e cientistas dos Gregos Antigos sabiam unir o Ocultismo ao Materialismo. O mesmo se passou com os Antigos Egípcios, apesar de na transferência de conhecimentos se ter perdido grande parte do Conhecimento que estava ao alcance dos Egípcios. Daí ainda hoje não conseguirmos explicar como foram construídas as pirâmides. Houve obras grandiosas depois delas, algumas com segredos complexos que também permanecem inexplicáveis até hoje, mas nenhuma se compara à grandeza das pirâmides, sejam as do Egipto, da América do Sul ou as submersas no Japão, que se calcula que tenham sido construídas há cerca de 11.000 anos.

A origem da Maçonaria – Roma Antiga e Império Romano

Para situar a Maçonaria na Roma Antiga é preciso falar dos Collegia Romana. Pontífice Máximo (em latim: pontifex maximus, lit. “máximo/supremo construtor de pontes”) era o termo utilizado para designar o sacerdote supremo do colégio de sacerdotes. Construtor de pontes, é apenas mais uma coincidência.

A geometria sagrada continuou a sua difusão através dos maçons neste tempo. Pontes romanas, Catedrais e outras construções são, até hoje, marcos notáveis da arquitetura.

Ao nível espiritual e religioso, até ao surgimento do Cristianismo no século III, Roma era maioritariamente pagã. Contudo, com o seu crescimento para Este, os romanos assimilaram outras influências religiosas, como o Mitraísmo helénico, que havia sido difundido por Alexandre o Grande. O Império Romano coexistiu com os Helénicos durante muitos séculos, daí que falar de Maçonaria na Roma Antiga e posteriormente no Antigo Império, remeta-me novamente para a Antiga Grécia e para o seu Ocultismo.

Estima-se que a queda do Império Romano tenha acontecido por volta de 476. Contudo, para não variar, a Maçonaria acompanharia os tempos e moldar-se-ia às novas elites, sempre com o objetivo de preservar o Segredo.

imagesCom as Invasões Bárbaras sobre o Império Romano, era tempo de uma Nova Era. O Cristianismo difundiu-se e passou a reger-se por uma filosofia patrística. Mais perto do nosso tempo deu lugar à Escolástica. Foi com Constantino que a construção de Obeliscos passou a fazer parte da arquitetura Ocidental. Foi também com a Instituição Católica que os Segredos Ocultos Antigos se esconderam cada vez mais das massas, sempre ansiosas por Conhecer e Saber, mas nem sempre coordenadas com os Deveres que estes Segredos acarretam. O oriente fechou-se ao Ocidente, cada vez mais assente numa filosofia materialista, afastada do que não vê, estritamente ligada ao que consegue ver e justificar por fórmulas ou por palavras. É assim que se pode descrever a Ciência Moderna até finais do século XX, altura em que a Ciência Moderna se começou a abrir aos Conhecimentos Orientais e às suas filosofias. As culturas do Oriente raramente se afastaram da ligação entre corpo e espírito. Sempre cultivaram hábitos em que o ser humano cuida do seu corpo, da mesma forma que cuida do seu espírito. Contudo, o Ocidente, ao falar de espírito ainda assume uma postura cética, ao invés de curiosa e humilde. Isto é fruto de mais de um milénio de culto cristão, que depois derivou para muitos outros cultos, sendo o católico o maior de todos e o que mais nos aprisionou ao longo dos últimos tempos. A aproximação entre esquerda e direita (não relacionar com a conotação política dos nossos tempos), Ocidente e Oriente, ainda tem muito para galgar. As religiões da Nova Era citam e evocam a Teosofia de Blavatsky, mas desconhecem a sua profundidade e objetivo. Incorporam defeitos trazidos de outras religiões, como a Católica e outras que advieram do Cristianismo. Há ainda o lado satânico que associa Satanismo, Blavatsky e o seu Conhecimento ao mal. Pura ignorância que não se compadece com os terríveis laços que essa gente cria com energias pesadas e fortes, que nos podem levar à loucura.

Blavatsky_and_OlcottDeve chamar-se a atenção para outro ponto importante, que é o principal dos que constituem a série de provas da existência de uma Sabedoria primitiva e universal; importante pelo menos para os cabalistas cristãos e os eruditos. Tais doutrinas eram conhecidas, ainda que em parte, de vários Padres da Igreja. Afirma-se, com base rigorosamente histórica, que Orígenes, Sinésio e até mesmo Clemente de Alexandria haviam sido iniciados nos Mistérios, antes de reunirem, sob um véu cristão, o sistema dos Gnósticos ao Neoplatonismo da escola de Alexandria. E mais ainda: alguns dos ensinamentos secretos (não todos) foram conservados no Vaticano; e desde então passaram a fazer parte integrante dos Mistérios, sob a forma de aditamentos que, desfigurados, a Igreja Latina introduziu no programa cristão original. Como exemplo, temos o dogma da Imaculada Conceição, hoje materializado. Explicam-se por isso as grandes perseguições movidas pela Igreja Católica Romana ao Ocultismo, a Maçonaria e ao Misticismo heterodoxo em geral.

Estas são palavras de Blavatsky em A Doutrina Secreta. Antes de falarmos sobre os seus ensinamentos devemos aprofundar os mesmos. Não é possível aprofundar lendo frases retiradas de um contexto. Dá trabalho ir mais longe, mas é o caminho que percorremos que nos ensina e não o destino final.

Penso que não seja preciso aprofundar as ligações entre o Cristianismo e o Judaísmo. Jesus era Judeu. A par do Islamismo, Cristianismo e Judaísmo são as religiões de Abraão, monoteístas.

Foi contudo a partir do crescimento do Cristianismo que se assistiu a um domínio completo da Igreja na sociedade europeia. Tempos difíceis para a Maçonaria, dirão alguns, mas nem por isso, se pesquisarmos corretamente. Por muito que o poder mudasse de mãos, os seus serviços eram sempre requisitados e dispunham sempre de privilégios que outros na sociedade não tinham. Sabiam os segredos da geometria e com eles permitiam ao poder instalado dar asas à sua imaginação e edificar imponentes edifícios e monumentos, para mostrar aos seus súbditos. Reparemos no detalhe que os edifícios associados aos maçons, seja em que época histórica for, perduram no tempo, aguentando o desgaste dos quatro elementos quase inalterados. Só a mão do Homem e a sua ignorância conseguem destruir tais construções.

Onde é que eu e outros ligamos a Maçonaria e o Judaísmo? É na Kabbalah e no seu ocultismo. Podemos ir mais longe e procurarmos a origem da Kabbalah, que Blavatsky dizia estar num pequeno livro em que a Siphra Dzeniouta se havia inspirado. Fica ao critério de cada um.

When we reach the critical mass of transformation in the world it will be revealed to everyone that Satan is actually a good angel that helps us to grow.

Eitan Yardeni

Será isso que a elite nos está a fazer? A testar-nos para chegarmos ao encontro de Deus? É esse o motivo de tantas guerras, fome, pobreza extrema e outras injustiças? Duvido. E como ser racional que também sou tenho o direito de duvidar. Aqueles que têm poder para terminar com estes flagelos mundiais não o fazem e vivem na opulência desmesurada. Nenhum ser humano precisa de tanto para viver. Não se trata de inveja, porque não é esse sentimento que me move. Trata-se de não compreender o facto de existirem todos os meios técnicos e materiais disponíveis para fazê-lo e poucos o tentam fazer. A lógica que domina sempre é uma lógica mercantilista, do produzes comes não produzes passas fome. E algo oposto a isso é visto como comunismo.

ocultoNão sou comunista, capitalista, socialista, monarca ou anarquista. Não gosto de carimbos. Prefiro a liberdade de escolha. Ao dizer que pertenço a A, B ou C estou a restringir essa minha liberdade. Ao longo dos séculos inventámos tecnologia para nos proporcionar bem-estar. Não foram corporações, igrejas ou afins. Somos muito mais do que isto. Também não alinho em teorias que todas as pessoas que têm o poder no mundo sejam satânicas, entidades do mal, ou alienígenas que vieram para controlar a raça humana. Isso são teorias da conspiração, não são factos. Mesmo que alguns sejam satânicos, desde que cumpram as regras que enumerei acima, nada contra. Continuando a quebrar mais alguns mitos.

A origem da Maçonaria – Idade Média

496, ano em que a Dinastia Merovíngia adotou o Cristianismo Niceno, surgido do Concílio de Niceia, em 325. Neste Concílio “A questão ariana representava um grande obstáculo à realização da ideia de Constantino de um império universal, que deveria ser alcançado com a ajuda da uniformidade da adoração divina”. Recordo que na Europa, até ao aparecimento do Cristianismo, o culto maioritário era pagão. O Concílio de Niceia é considerado o primeiro para a Igreja Católica, mas o primeiro foi efetivamente o Concílio de Jerusalém, em que a Igreja Católica se “desprende” formalmente do Judaísmo. Ambos passaram a seguir rotas diferentes, mas muito semelhantes.

Uma das grandes diferenças é que no Judaísmo não foi criada a entidade do mal, que todos tenta puxar para o inferno ou para ações diabólicas. Foi a forma que a Igreja Cristã teve de controlar milhões de pessoas. Através do medo, da ignorância e da violência. Atentando bem, todas as guerras nos últimos 1500 anos têm uma conotação religiosa. É sempre para combater os infiéis. Lá no fundo, tem uma finalidade que é o poder e o enriquecimento para manter esse poder e o controlo. Daí a necessidade de ambas as religiões serem obrigatoriamente monoteístas. Acrescentando uma terceira, o Islamismo, temos na panela os ingredientes necessários para conflitos constantes.

É para se atingir a tal organização, hierarquização e submissão a que já me referi. Dessa forma, centraliza-se o poder e o Conhecimento. Só alguns têm o privilégio de um dia irem para o paraíso. Só alguns são os escolhidos de Deus, os outros terão o seu lugar no inferno. São estas as bases das religiões atuais. Têm a ver com seres humanos unicamente materialistas. Poderão ter rasgos de verdadeiro humanismo (corpo+espírito) nas suas ações, mas não passam disso mesmo, rasgos. Essas frações de milésimo de segundo rapidamente são tapadas com o ego e com tudo o que ele acarreta, quando não é devidamente dominado. Dele vêm as revoluções violentas e ignorantes, opostas a revoluções pacíficas e inteligentes. Pacifismo não é resignação ou complacência. Não confundir por favor.

Os merovíngios e a Igreja Católica apoiaram-se na tomada de poder na Europa. Ambos precisaram um do outro até chegarem as lutas de poder no seu seio.

Os reis diziam-se representantes de Deus na Terra e a Igreja confirmava-o, mas o aumento do poder dos Soberanos eclipsava o poder da Igreja. Apesar disso, houve sempre quem conservasse o Segredo. Diz-se, foi na Maçonaria que o mesmo foi conservado. O que em parte entende-se, pois há maçons que pensam que o sangue de Jesus corria nas veias dos merovíngios, transmitido aquando das primeiras missões evangélicas na Europa, por José de Arimatéia. Neste link podemos encontrar uma pequeníssima análise sobre essa ideia. É também nesta página que encontramos uma tentativa de conexão entre as Cruzadas, o Judaísmo, o Cristianismo, a Ordem de Sião e os Templários.

Começa a amalgama de conceitos e ideias que de objetivas só têm coincidências. No meio de tantas de que reza a história, não é difícil encontrar coincidências onde queremos. Se não dá numa, dá noutra. Se não dá noutra, dará ainda noutra. Saltamos pocinhas até encontrarmos a que mais satisfação ao ego nos traga. Materialismo puro. É isto que eu penso de quem quer encontrar no seu sangue resquícios da sangue divino (julgam) de Jesus.

Porque motivo as religiões que adoram Jesus baseiam um credo na sua pessoa e imagem? Não pretendo ser pretensioso ao resumir isto, mas tenho para mim que as massas vêem em Jesus e na trindade uma proteção divina, que os ajuda a ultrapassar os obstáculos da vida materialista. À parte a visão que cada cristão tem do pós morte e/ou do renascimento, são os ensinamentos (filosofias) de Jesus e nos seus milagres que se estabelece a fé cristã. E fez-se aquilo que Jesus não pretendia, tal como Buda também não, que foi o de tornar os seus ensinamentos uma religião e não uma prática. Poucos são os que se reúnem nas missas e sentem o que ali estão a fazer. Para a maioria, não passam de palavras que saem da boca como cumprimento de fé. Não é cumprimento de fé. É idolatria e ego, que diz à mente que aquela ação é meritória e que será bem vista pelos outros. Começamos a perder a nossa individualidade para darmos atenção ao que está fora de nós, os outros e a forma como nos vêem. Ao prestarmos mais atenção a isso, esquecemos a força que a energia de cem pessoas juntas tem. Agora multipliquem essa força por mil, dez mil ou cem mil. Um estádio de futebol alberga, sem dificuldade, cem mil pessoas para assistirem a um jogo de futebol. Há igrejas que conseguem encher estádios para que os crentes se possam reunir, mas, volto atrás, àquela parte em que as religiões (organizações) nos prendem mais do que libertam do materialismos. Estamos cá, vivos, logo, o ideal é haver um equilíbrio entre o materialismo e o espiritismo. Nesse equilíbrio não há lugar a organizações que instiguem divisões, violência ou que se julguem superiores. Todas devem ter a humildade de aprenderem umas com as outras, da mesma forma que os nossos órgãos internos dependem uns dos outros para que possamos permanecer no mundo material. Isto não obriga a que desapareçam. Podem e devem coexistir, para não tornar o mundo amorfo, estático, num só sentido. O arco-íris tem sete cores. Se fosse para existir só uma não estariam sete ao alcance do nosso espetro de visão.

Faço mais uma citação de Blavatsky:

blavatskyNo simbolismo sagrado, aquele período do despertar do Universo figura como um círculo perfeito com o Ponto (Raiz) no centro. Era um signo universal; também o encontramos na Cabala. Entretanto, a Cabala ocidental, atualmente nas mãos dos místicos cristãos, o ignora por completo, apesar de achar-se claramente assinalado no Zobar. Estes sectários começam pelo fim: tomam como símbolo do Cronos pré-genético a cruz inscrita no círculo , que denominam “a União da Rosa e da Cruz”, o grande mistério da geração oculta, de onde provém o nome Rosa-cruz (Rosa Cruz)!

Como pode esta Senhora ser associada a causas tão pouco nobres como a formação de uma Nova Ordem Mundial com vista ao controlo dos seres humanos? Só a ignorância ou a falta de estudo podem produzir tais afirmações. É o mesmo que dizer que a Maçonaria é a Nova Ordem Mundial. Adiante. Pena ela não estar cá para poder dizer a quem usa os seus ensinamentos e transmissões de Conhecimento em poder pessoal que não era isso que pretendia. Mas creio que essa mensagem que nos deixou ficou patente na frase “Estes sectários começam pelo fim”.

Recuando um pouco na história, registo as Invasões Bárbaras na Europa. Peço a quem lê esta página que aprofunde as invasões bárbaras. Vale a pena porque antecederam a Primeira Cruzada. Ainda hoje é tema de discussão. Muitas pessoas defendem ou opõem-se às Cruzadas. Mais não fazem do que manterem o seu registo na história, criando mais uma fonte de conflitos. Os muçulmanos veneram Maomé. Outras religiões que combatem o islamismo dizem que o Islão é posterior a elas, logo, não pode ser detentor do Conhecimento dos Mistérios e dos Segredos. Pessoas imolam-se na defesa do seu Deus. Uns com bombas à cintura ou com armas de guerra que provocam a morte e o pânico, outros pela invasão militar de territórios assente na defesa de um regime democrático, capitalista ou socialista, que tem o seu próprio deus, o dinheiro.

E ultrapassar isto sem novas fés dogmáticas como as religiões da Nova Era ou outras organizações como a Maçonaria? Não sei responder. Cada um que descubra por si, com inteligência e intuição.

Esta página, a meu ver, trata bem todas estas questões que acabei de abordar. Esta outra também faz um relato histórico desde Cristo até aos tempos atuais.

Para aqueles que não sabem o porquê de tantos países árabes não apoiarem o Islão, pesquisem e verão que desde o surgimento do Islão diversos territórios árabes lutam contra o Islão. Mais uma vez, ao lutar-se contra, está-se a registar aquilo contra o que lutamos na história. Que é o que faço, em parte, nesta página. Mas assim seja.serpente

Divisões, divergências mal resolvidas e conflitos. É o que a história tem para nos mostrar. Sempre que há conflito há imposição pela força de hábitos, costumes, credos, rituais e tudo o resto que uma cultura tem. Algum paralelo com o ano em que estamos? Não digo tecnologicamente, digo psicologicamente.

Antes da ascensão do Islão, muitos outros conflitos e mudanças marcaram a Europa e os territórios vizinhos, obviamente, sempre para Oriente, por força da geografia e dos meios técnicos disponíveis até então.

O Império Romano nunca desapareceu completamente. Difundiu-se e integrou-se noutras culturas. A norte da Europa, foram vários os povos que “casaram” com os cristãos, como os já referidos merovíngios. O Concílio de Niceia permitiu o ilusória separação entre Judaísmo e Cristianismo, mas não passa de ilusória. A questão do arianismo foi mais importante do que a história que nos dão a conhecer mostra. A demonstração de poder sobre uma opinião contrária, mas extremamente controversa e que poderia afrontar o poder instituído. Para aqueles que seguem a Igreja Católica e tudo o que dela possa ter vindo, mesmo que com a mescla de várias outras culturas se tenha “civilizado”, no seu início também usou a força para imperar e prevalecer enquanto doutrina. As divisões que melhor conhecemos surgiram nesta época. Estudá-la aprofundadamente leva-nos a identificar as causas dos atuais conflitos (consequências). Nem de perto nem de longe conseguiria reunir nesta página tal estudo. Impensável. Os pontos que abordarei serão, infelizmente, superficiais. Mais uma vez, apelo à curiosidade de cada leitor para aprofundar o assunto.

Na tentativa de aprofundar o assunto, vou colocando links onde pode ser triado algum conteúdo. Fica mais um que fala dos conflitos entre Alexandria e Constantinopla. Pensa-se que foi no segundo século que o cristianismo adotou o cruz definitivamente como símbolo do seu credo (o credo só veio a ser instituído no Concílio de Niceia).

Recordo a cronologia das religiões de Abraão: Judaísmo, Cristianismo, Islamismo. É uma ordem cronológica, não pretende conferir mais ou menos estatuto ou mais ou menos importância a uma ou a outra, nem pretende negar nenhuma delas. Estudar o Judaísmo vai-nos remeter para muito antes do Adão da Bíblia Hebraica. Gostem ou não, obriga-nos a abraçar tantas outras culturas, umas mais para Oriente, outras mais para Ocidente. Falo em Ocidente e não restrinjo até à Europa. As Américas não foram povoadas com os colonos europeus de há 500 anos. Quem o afirmar tenta atirar para debaixo do tapete Maias, Incas e Aztecas, por exemplo. Quanto mais aprofundamos, mais tomamos noção da gota que o nosso Conhecimento representa no imenso oceano que é a presença do ser humano materializado na Terra. O educação escolar do Ocidente negligencia todo esse Conhecimento e incute a ideia errada de que a civilização começou na Europa. Nada mais presunçoso, como o aprofundar da história nos confirma. Esse é mais um dos motivos que me afasta das religiões. O facto de tentarem sempre, em algum momento, conquistar infiéis e convertê-los. Qual conversão. As únicas conversões que se deveriam fazer são as matemáticas. O resto não se converte, dilui-se.

Como já disse acima, é impossível introduzir nesta página toda a história que vai da morte de Cristo até ao início dos grandes conflitos religiosos que nos marcam até aos dias de hoje, que tiveram início marcante na história com a Primeira Cruzada. Quando a mesma se dá, há já uma mistura tão grande de ritos e rituais na Europa e no Médio Oriente que nem mesmo os líderes sabiam que cultura abraçar. Relembro que no Concílio de Niceia, apesar da aparente separação entre judeus e cristãos,

Até o século XI, católicos romanos e ortodoxos têm uma história comum, que começa com a instituição da Igreja por Jesus Cristo e sua difusão pelos apóstolos. O Primeiro Concílio de Niceia, em 325, estabeleceu que em cada província civil do Império Romano o corpo dos bispos deveria ser encabeçado pelo bispo da capital provincial (o bispo metropolita), mas reconheceu a autoridade super-metropolitana já exercida pelos bispos de Roma, Alexandria Antioquia. Além disso, decretou que o bispo de Jerusalém tivesse direito a honra especial, embora não a autoridade sobre outros bispos. Quando a residência do imperador romano e o senado foram transferidos para Constantinopla, em 330 d.C, o Bispo de Roma perdeu influência nas igrejas orientais, em benefício do Bispo de Constantinopla. Ainda assim, Roma continuou a ter uma autoridade especial devido à sua ligação com São Pedro.

Não houve separação efetiva, apenas aparente. Quem manda nos cultos são as massas e se as massas caminham em vários sentidos há que subdividir os cultos para que os mesmos se mantenham e prosperem. Aliado a isso, conflitos e rejeição da diferença.

atilaNa Europa prevaleceu o Cristianismo, mesmo durante todas as “invasões bárbaras”. Nem os hunos o conseguiram destronar com o seu famoso rei, Átila.

Este site faz um curto resumo dessa época. Na parte em que indica os contributos dos germanos para a civilização ocidental, consta a aplicação do uso da estribo e da ferradura nos cavalos, algo que provém dos hunos. Por aqui se vê o que faz a mescla de culturas e hábitos diferentes. Imaginemos se tivéssemos tido capacidade em determinado momento da história para unir todo o Conhecimento perdido e difundido pelo planeta. Provavelmente o uso de produtos fósseis para produzir energia nunca teria tido necessidade de surgir, pois outras fontes teriam sido criadas ou conhecidas. Pouco sabemos quanto às cidades que existiam ao longo do Nilo. Não temos noção se dominavam a energia como nós. Achamos que somos super desenvolvidos tecnologicamente por termos a eletricidade. Cada vez mais surgem historiadores e pesquisadores que sugerem que as pirâmides eram muito mais do que monumentos que satisfaziam o ego de reis e súbditos. Dizem que poderiam ser as centrais nucleares daquele tempo, pois serviam para gerar energia. Não concordo nem discordo. Não tenho elementos suficientes para isso. O que é certo é que pirâmides semelhantes surgem em diferentes locais do planeta e sempre associados a culturas das quais pouco ou nada sabemos. Seriam essas culturas mais desenvolvidas tecnologicamente do que pensamos? Teríamos nós, europeus, pelo uso da força e da evangelização cristã, destruído provas desse desenvolvimento? E em relação aos conhecimentos Ocultos? Quantos deles ficaram nas mãos da Igreja Católica, pois enquanto os monges (clero) evangelizavam, quem destruía, saqueava e obrigava a seguir a sua cultura eram os nobres e os militares, onde as baixas patentes eram compostas pelo povo. No que se refere aos Descobrimentos, que nós portugueses de tanto nos orgulhamos, o povo era, principalmente nas principais expedições, constituído por presos, dissidentes políticos e outra “ralé” da sociedade. Também nesta afirmação peço a quem tiver de a contestar, que o faça abertamente. É neste ponto que irão começar as maiores divergências com o que vou escrever. Cada lado sentir-se-á atacado e não escapará nenhum, nem mesmo aquele que mais se parece com o que possam tentar-me incluir.

A Maçonaria e o Feudalismo na Europa

O feudalismo resulta de várias situações e não é possível marcá-lo no espaço e no tempo. São demasiados pontos geográficos e demasiadas transformações sociais que o marcaram.

O Danúbio e o Reno marcavam as “fronteiras” da Europa a nível cultural, algo que se foi desvanecendo com as alianças entre a Igreja de Roma e os vários reinos que foram surgindo. O Protestantismo e a Ortodoxia ainda estava longe de surgir, contudo, entre os séculos IV e XI, foram vários os “desaguisados” entre os Cristãos Ortodoxos e Cristãos Católicos. Na página 14 deste livro, temos uma indicação de como surgiu o Feudalismo europeu pós domínio romano.

Entre os séculos IV e XI o território onde hoje é a atual Turquia foi a divisão entre o Ocidente e o Oriente. Um Oriente que ainda não ia até à Ásia Oriental.

Se, por um lado, a religião católica foi a base do entendimento entre os diferentes reinos que iam surgindo na Europa Ocidental, permitindo aos mesmos encontrar um denominador comum que os ligasse, por outro, no século VII começaram as invasões Berberes. Vamos clarificar a origem da palavra berbere. É também depois de Maomé que surge a palavra Califado. Os islâmicos tinham também eles de ter uma organização hierárquica que suportasse todo o peso da mesma. De outra forma não vingaria nem teria adeptos. Perdoem-me a analogia, mas quem é que quer ser adepto do Catanha quando pode ser de um “vencedor” como a Juventus ou o Milan? Muito poucos, responder-me-ão certamente. Mentalidades!

Vamos agora a um facto que o Ocidente não gosta de admitir nos seus livros históricos, nem sequer a Wikipédia indica fontes, mas procuramos e encontramos:

Os partidários de Ágila II solicitaram apoio ao governador muçulmano de África, Muça Ibne Noçair, abrindo-lhe as portas de Ceuta e incitando-o a enviar uma expedição militar à península, já que, desde o final do século VI, os judeus vinham sendo perseguidos naquela região e, dentro da xariá, a lei islâmica, é obrigação do muçulmano defender[carece de fontes] os adeptos dos livros (judeus e cristãos).

E pesquisando encontramos alguma coisa até na Wikipédia que não carece de fontes. As crispações no reino Visigótico da Península Ibérica, que já naquela altura tinha “eleições”, é que abriram as portas aos muçulmanos por Gibraltar. Quem é que lê algo semelhante nos livros de história na escola? Ainda iria mais longe, a escola que temos não aprofunda tema nenhum. Por isso é que não cativa os miúdos e jovens. É chata, aborrecida, fechada em salas de aula e afastada totalmente da natureza. A matéria é toda ela dada nos livros. Os professores não são Mestres, são papagaios (perdoem-me, sei que estou a generalizar, mas infelizmente é o que vejo) da matéria curricular pré-estabelecida. O verdadeiro mestre dos alunos passou a ser o Google e a Internet. Privilegiam-se as relações virtuais às reais. Não nos damos conta do ser humano que estamos a criar para o futuro! Egoísta, individualista (no mau termo da palavra), materialista e espiritual apenas quando o espiritismo (pronto, espiritual se preferirem e se vos magoar os sentimentos) lhe serve algum propósito egoístico.

Os muçulmanos foram até à Gália. Foram os francos que os pararam. Contudo, os francos enfrentavam os muçulmanos a sul e os germanos a leste. Como se vê, nem mesmo o catolicismo conseguia criar uma cultura única, unida num denominador comum. Entre os séculos VI e XI, a Europa recebeu a influência de muitas culturas, apesar dos conflitos entre elas, nenhuma chegou a conseguir eliminar os traços umas das outras. A Europa cresceu numa mescla de conhecimentos e saberes de diferentes regiões. Aquilo que vemos como mau, os conflitos, foram apenas a ignorância e a violência a marcar a forma do Saber com a outra face da moeda. Não sabíamos mais do que isso, como ainda hoje não sabemos.

carlos-magnoCarlos Magno, tal como diz o último livro cujo link indiquei, foi o unificador dos diferentes povos europeus, dado que a cultura merovíngia havia sido fragilizada pelo surgimento do Islão. É hoje aceite comummente que o Islão trouxe muito mais do que guerras e conflitos nas suas primeiras incursões pela Europa. Não vou enumerar os desenvolvimentos científicos e tecnológicos que ajudaram a criar e impulsionar, cada um que o faça porque, também aqui, a pesquisa deve de ser profunda.

Certo é que os conflitos do século XXI tiveram origem, simplificando claro, nesta época. Tão distantes que estávamos. Naquele tempo poucos se apercebiam do mostro que se estava a criar. É mais fácil justificar todo o mal com o diabo do que perceber a sua verdadeira origem. Dói pensarmos que não somos nada e temos a mania que valemos tanto. Quanto do ego se inflama por esses motivos?!

chokureiVou ainda mais longe. Quantos católicos crêem nas capacidades do reiki enquanto ciência? A própria ciência ocidental teima em não perceber o que está para além do que não vemos ou daquilo que a tecnologia consegue comprovar. Por muitos testes científicos que se façam, as vantagens do reiki só serão efetivamente assumidas quando houver uma máquina que demonstre por a mais b que foi o reiki a causa de determinado efeito benéfico, o que torna deveras complexa a comprovação. Mas enfim, devagar vamos incorporando algumas medicinas tradicionais do Oriente na ciência do Ocidente. Jesus curava pela imposição das mãos. Isso é reiki. Outros “milagres” atribuídos a Jesus já faziam parte das medicinas orientais. As próprias religiões orientais sempre diferiram bastante das ocidentais. Não conheço o suficiente as culturas sul-americanas pré-invasões europeias para me atrever a falar nelas.

Vejamos as definições e associações da palavra Europa. Apesar de os diversos reinos que existiram até ao aparecimentos do Império Franco, foram os francos “os primeiros povos germânicos a estabelecer-se de maneira permanente no território romano”.

Voltando a este livro, página 21, verificamos que nos 172 anos de Cruzadas, conseguiu-se eliminar um dos pontos fortes da sociedade, Bizâncio, para passar a ter apenas dois pontos fortes, Roma e Islão. Antes da primeira Cruzada aconteceu uma pré-cruzada, pouco falada nos livros de história. Foi a Cruzada Popular, liderada por um monge francês, Pedro o Eremita e pelo cavaleiro Gualtério Sem-Haveres. Lendo a página que lhe é dedicada na Wikipédia, saltou-me à vista uma frase:

Em 1095-1096, atendendo ao apelo do Concílio de Clermont, europeus de todas as camadas sociais coseram uma cruz vermelha nas suas roupas, o que lhes daria o seu nome de cruzados, e partiram em peregrinação para a libertar a Terra Santa do jugo muçulmano. O entusiasmo pelo empreendimento foi tal que muitos venderam ou hipotecaram todos os seus bens para obter as armas e o dinheiro necessários para a expedição. Nobreza e o povo comum procedente da França, do sul da Itália e das regiões da Lorena, Borgonha e Flandres, rapidamente formaram expedições separadas.14613223-Fully-vectorized-and-highly-detailed-Greek-columns-and-arch--Stock-Photo

É aqui que relaciono as Cruzadas com questões financeiras. Para quem só encontra objetivos religiosos e políticos nelas, afirmo que houve interesses financeiros também incluídos. Se a Europa havia-se mantido sem o dinheiro como enfoque após o domínio romano, eis que um novo deus se formava nas mentes, mas ainda de forma deveras subtil, quase inexpressiva. Tão inexpressiva que os livros de história não o focam de forma alguma. Religião e política é aquilo que se ensina nas escolas. Vamos lá admitir que em determinado momento da história o dinheiro passou a ocupar maior destaque do que aquele que efetivamente merece.

Os romanos tentavam criar um Império não para fortalecer a moeda mas sim para dominar recursos naturais e humanos. A moeda era vista como um facilitador de trocas, mas como nem todas as regiões estavam sob o jugo imperial romano, elas próprias tinham moedas diferentes e formas de comerciar também diferentes. Os impérios visam, sobretudo, unificar moedas, culturas e outros hábitos que diferenciam os povos. Seja na Roma Antiga ou nos atuais impérios globais, os objetivos passam sempre pela mesma coisa: controlo, repressão da diferença que afete o poder instituído, guerras para dividir e reinar, sejam elas violentas ou psicológicas, criação de uma moeda-única para as trocas comerciais, uma polícia do império que mantenha a ordem pelos diferentes territórios, um forte domínio sobre a criação da moeda para que nenhum regime alternativo possa ter sucesso…

Quem quiser aprofundar leia, pelo menos, dois livros de Maquiavel, O Príncipe e A Arte da Guerra.

Maçonaria – Cruzadas

Dentro da Maçonaria há quem não goste de associar os Templários à organização. Dizem não haver provas concretas dessa ligação. Os símbolos nas lojas, os ritos e os rituais, os graus…

A Ordem dos Templários foi criada por Hugo de Payens, que em 1128 conseguiu dinheiro e homens para a Ordem em Londres, tendo fundado a sua primeira sede lá.

Não é possível esquecer uma organização criada pela Igreja Católica, que visava proteger os seus interesses. Vejamos apenas o que diz a Wikipédia, sem entrar em enciclopédias e detalhes mais vertiginosos, sobre a Inquisição:

A ideia da criação da Inquisição surgiu inicialmente para funcionar como um tribunal interno, apenas para dentro Igreja católica. Mas viram razões da sua atuação, em 1183, quando delegados enviados pelo Papa averiguaram a crença dos cátaros de Albi, sul de França, também conhecidos como “albigenses”, que acreditavam na existência de um Deus para o Bem e outro para o Mal; Cristo seria o Deus do bem, enviado para salvar as almas humanas, e o Deus criador do mundo material seria o Deus do mal. Após a morte, as almas boas e espirituais iriam para o céu, enquanto as almas pecadoras e materialistas, como castigo, reencarnariam no corpo de um animal. Isto foi considerada uma heresia e no ano seguinte, no Concílio de Verona, foi criado o Tribunal da Inquisição.

Afonso_I_HenriquesPortucale já era o nome dado a parte do território hoje conhecido por Portugal pelos Suevos, que mais tarde foram anexados pelos Visigodos. O Condado surgiu em 868, contudo, só em 1139 é que Afonso Henriques viria a declarar-se rei, após ter derrotado a sua mãe na Batalha de São Mamede, em 1128. Em 1140 Dom Afonso Henriques declara-se Rei de Portugal, após derrotar os mouros na Batalha de Ourique. Em 1143 é assinado o Tratado de Zamora e em 1179 o papa Alexandre III, reconheceu a independência portuguesa.

A ligação portuguesa a França é antiga. Pelo menos desde o Condado da Borgonha e do Ducado de Borgonha, sendo que a nossa ligação é mais forte com o segundo, através de Roberto I, bisavô de Dom Afonso Henriques e avô de Henrique de Borgonha, conde de Portucale.

Dito isto e atendendo ao que já escrevi e partilhei (informação) sobre os diferentes povos e culturas que já passaram por aquilo a que denominamos de Portugal, creio que nem os mais acérrimos nacionalistas poderão dizer, com honestidade, que Portugal é diferente de todas as outras nações europeias. Sempre fomos uma mescla de culturas e de povos. Não conseguimos dizer que somos descendentes destes ou daqueles, porque somos descendentes de tantos povos diferentes que só posso salientar isso de uma forma positiva: somos um país de conciliadores e diplomatas. Isso não é por acaso. Uma coisa é defender tradições que são benéficas para a cultura portuguesa, outra é renegar tudo o que é estrangeiro só porque é estrangeiro. E nessa diferença reside o nível de desenvolvimento de um país (leia-se, território). Para aqueles que não compreendem as raízes das ligações lusa-francesas, dei aqui o mote para a investigação pessoal de cada um.

Para entendermos as relações entre a Maçonaria e os poderes europeus entre os séculos XI e XV, sugiro a leitura deste excelente livro de Vítor Manuel Adrião.

Os membros não-combatentes dos Templários, tal como diz na Wikipédia, “geriam uma vasta infraestrutura económica, inovando em técnicas financeiras que constituíam o embrião de um sistema bancário(…)”. Volto a repetir. Sem que a maioria se desse conta, estava a começar o controlo de um dos pontos mais importantes de qualquer sociedade moderna, o dinheiro.

Na noite de sexta feira 13 de Março de 1314, o rei francês, Filipe IV e o papa Clemente V decretaram a morte de James de Molay, último grão-mestre da Ordem dos Templários, que viria a ocorrer cinco dias depois.

Era tarde para travar o poder que os Templários já tinham. Chegaram a controlar o governo de Jerusalém, de acordo com esta página do National Geographic. Esta página sobre os templários é bastante interessante.

Atualmente fazem parte das ONG das Nações Unidas.

Em 1383, Portugal, morre Dom Fernando I e termina a dinastia de Borgonha. Devo no entanto andar um pouco para trás, de modo a que se entenda como é que os templários se mantiveram ativos e permitiram que o Segredo passasse de mãos após as perseguições movidas pelo poder político e religioso de então. Registo a Ordem de Calatrava, a Ordem de Avis, que teve uma dinastia real em Portugal e que até hoje ainda tem no seu mais alto cargo, grão-mestre, destacado cargo político, a Presidência da República e a Ordem de Cristo.

Maçonaria – Reconquista e Descobrimentos

Com a chegada de Dom João I, Mestre de Avis, ao trono português, começam os Descobrimentos Portugueses. Não obstante ter sido em 1336 a primeira expedição às Canárias, só com a Conquista de Ceuta, em 1415, aos muçulmanos, é que se começaram a registar esses movimentos portugueses na história do mundo. Esta é a sua cronologia. 1624, dois missionários jesuítas tornam-se os primeiros europeus documentados a chegar ao Tibete. Dois anos mais tarde outro missionário jesuíta português seria o primeiro europeu a entrar no Butão.

Percebamos superficialmente a importância destes três missionários na sociedade ocidental.

“Os relatos de António de Andrade eram muito populares em toda parte na Europa, e influenciaram fortemente as conceções ocidentais do país.”

Referências a Manuel Marques consigo encontrar numa rápida pesquisa em Tsaparang, Wikipédia. Começando a pesquisar mais aprofundadamente chegamos a conflitos na região de Ladaque. Um sítio onde se cruzam culturas de vários pontos do globo. Merece uma verdadeira investigação, mas não para esta página. Certamente que muitos dos conflitos entre o Tibete e a China estão também aqui. Que me perdoem os que já têm este conhecimento, mas eu ainda não o tenho. Partilhem o vosso comigo se verificarem incongruências da minha parte. Mas isso seja neste ou noutro assunto. Sintam-se à vontade.

Acabadas as Cruzadas as novas guerras passaram a constar no âmbito da Reconquista. Nesses séculos, o domínio da Europa em África e, posteriormente, nas Américas do Norte e Sul, atingiu o seu apogeu e tornou a Europa numa super potência global. Os Estados-Unidos começavam a nascer com Colombo, em 1492. Portugal chegaria ao Brasil sete anos depois, em 1499.

images (5)Nascia a escravatura africana e o seu mercado permitiu o crescimento norte-americano que conhecemos. Por isso é que não compreendo o racismo entre brancos e pretos na América do Norte. Uns têm de perder a mania da superioridade, os outros devem perder a mania da inferioridade. Simples, mas tão complexo para as nossas mentes. Isto sem negar de onde provém a riqueza de muitas elites, claro.

Volto a referir que a chegada dos colonos europeus às Américas destruiu pelo menos três grandes culturas. Os Segredos dessas culturas certamente que foram transmitidos a alguém. A quem, não me atrevo a registar. Quem me estiver a ler e souber, certamente que se irá rir bastante.

Uma curiosidade. Em 1718 Nova Orleães foi fundada por colonos franceses. A mais antiga catedral dos Estados-Unidos foi construída aqui, a catedral de St Louis. Algumas ligações da Maçonaria à cidade. Vejamos a ligação com Orleães em França. Começa a fazer algum sentido as ligações que estou a criar entre as colonizações africana, sul-americana e norte-americana. Pelo menos para mim. Quem não concordar estará no seu direito. Mais outra curiosidade acerca da localização geográfica de Nova Orleães, nos Estados-Unidos. Paralelo 33! Orleães está diretamente ligada à maçonaria norte-americana.

Não só foi encoberto o Conhecimento e Saber de três magníficas culturas, como nestes últimos 500 anos registaram-se factos que levaram ao mundo que temos hoje, 2016, completamente dominado por norte-americanos, chineses e alguns (poucos) europeus. A Rússia é um poder atrás da China. Não tem um verdadeiro poder. É frágil em comparação com o poder dos norte-americanos e dos chineses. No meio destes dois poderes incluem-se alguns países predominantemente muçulmanos (não confundir com árabes pois nem todos os árabes são muçulmanos). Daí a necessidade de se criarem guerras entre o Islão e o Ocidente. Só assim há controlo de parte a parte em relação a recursos naturais. Veja-se o fizeram a Gaddafi, por exemplo. Passou de bestial a besta num ápice. Este é mais um assunto que merece ser aprofundado. Sem teorias da conspiração, basta mostrar que a Líbia atingiu o maior índice de desenvolvimento dos países africanos e chegou a ter a menor dívida pública do mundo. Companheiros, se isto não é meritório de profunda análise, então não sei o que dizer. Não quero com isto defender atitudes mais fascistas deste líder líbio, mas a imprensa internacional ocidental dedicou-lhe muito pouca atenção. Quantos poderes ele afrontou com a sua organização política e social? Sabem o que estava a ser construído na Líbia? Isto. Por isto e pelo petróleo é que Gaddafi tinha de ser eliminado do poder. Abram os olhos. Vejam bem o terror que muçulmanos, judeus e cristãos preconizam no mundo. Tudo em nome da religião. Tretas. Isso é o que mostram para o mundo. Poder institucional e financeiro é o que os move. Os Descobrimentos Portugueses deram início ao que hoje chamamos de Nova Ordem Mundial. Daí até ao aparecimento oficial da Maçonaria foi um curto passo.

Falar de Maçonaria Moderna sem falar de Adam Weishaupt seria uma ofensa à própria Maçonaria. Esqueçamos as teorias da conspiração. Quem tiver o copo cheio que o esvazie neste momento para perceber quem foi este Senhor.

Nasceu em 6 de fevereiro de 1748, em Ingolstadt, Baviera. Neste site maçom, temos uma pequena biografia dele. Aprofunde quem quiser, limitar-me-ei a registar estas ideias:

weishauptEnsinava que existia uma iluminação racional, fora e acima da , acessível a qualquer pessoa, e poderia levar a uma maior perfeição.

Maçonaria – Revoluções Americana e Francesa

Se Portugal foi importante entre os séculos XV e XVI, no século XVII começou a hegemonia holandesa a que se seguiu a inglesa. A minha leitura, mais uma vez perdoem-me os nacionalistas, é que Portugal e Espanha serviram de cobaias para aquilo que o poder da Europa Central pretendia. Não foi por isso difícil colocarem para segundo plano os dois países ibéricos em muito pouco tempo. Estaria já assim delineado? O que é certo, sabido e divulgado nos livros da história é que a hegemonia holandesa e inglesa existiram. O capitalismo instituído pelos ingleses nos Estados-Unidos foram uma ideia holandesa. No século XVIII Inglaterra controlava o comércio vindo das Américas. Londres tirava algum protagonismo a Amesterdão. Lisboa, teve a “sorte” de ter tido um terramoto em 1755 e daí surgiram obrigatórias mudanças no regime, na política e na cultura. Quem esteve ligado a esse momento da nossa história? Marquês de Pombal. Em algumas coisas tenho de concordar com os maçons. Grandes maçons fazem parte dos livros da história mundial. Mas atenção, isto não permite à organização ter no seu seio pessoas mal intencionadas e que a usam para seu proveito.

Cada vez me aproximo mais da criação do Bilderberg

O século XVIII foi o século do despontar do Iluminismo na Europa. Para quem pense que Portugal não teve muita influência neste período, permitam-me contrariar registando, por exemplo, Baruch Espinoza, que nasceu em Amesterdão, no seio de uma família judaica portuguesa, considerado o fundador do Criticismo Bíblico.

John Locke foi outro reconhecido Iluminista e maçom. Recordo que as suas ideias ajudaram a derrubar o absolutismo em Inglaterra.

Ulrich Zwingli, mais outro nome importante. O apelido recorda-vos alguém? Quando entrar no Bilderberg vão ouvi-lo na lista de portugueses presentes nas conferências. Se este senhor tem ligações familiares com os Ulrich portugueses não sei responder.

A história do Iluminismo é conhecida de todos nós. Quem passou, pelo menos, pelo liceu, estudou minimamente este tema. A meu ver, e olhando para os livros de história, só estas duas revoluções poderiam preencher um período letivo tal é a riqueza de informação que têm. Aliás, a história é negligenciada pelos currículos escolares, quando podia e devia de fazer parte dos mesmos desde cedo. Não tenho dúvidas de que o nosso “atraso” em relação às grandes potências económicas sociais se deveu ao aparecimento do Luteranismo na Europa Central e ao facto de a Inquisição ter conseguido manter o poder da Igreja Católica no sul da Europa. Mais uma vez. Propositadamente ou fruto de má gestão nesses países (?), não sei. Mas especulo.

Não é por acaso que alguém apelidou o grupo criado por Adam Weishaupt de Illuminati da Baviera. Os Iluminados.

Começa-se a compreender a associação do judaísmo à Maçonaria e ao Bilderberg (e a outras organizações associadas ao Bilderberg).

O simples resumo do Iluminismo na página da Wikipédia dá uma breve aproximação ao seu impacto na sociedade moderna. Os fundadores dos Estados-Unidos eram Iluministas. Não foi só a França que se revolucionou com a Revolução Francesa. Toda a Europa sofreu uma transformação. Surgiram diferentes ramos da Maçonaria. Diferentes para um mesmo objetivo: ajudar a criar o Homem do futuro e a Sociedade do futuro. E conseguiram. Os grandes desenvolvimentos tecnológicos surgiram em Inglaterra, com a Revolução Industrial, mas os Estados-Unidos foram pioneiros na Revolução Digital e Militar do século XX.

NapoleaoSe é certo que foi de Inglaterra que conseguiram a Independência em 4 de julho de 1776, foi com a derrota de Napoleão em Waterloo que os Estados-Unidos iriam olhar mais para si e menos para a Europa. Não vou me vou alongar na história norte-americana. A presença da Maçonaria nos Estados-Unidos é por demais conhecida.

O Grande Incêndio de Londres, em 1666, marcou a reconstrução do centro de Londres e viria a criar a Cidade de Londres. Para quem não sabe, peço que entre no link para perceber a diferença entre a Grande Londres e a Cidade de Londres. Este site maçom fala sobre isso nesta página com algumas cronologias. Teorias da conspiração!

Entre 1154 e 1603 reinou a Dinastia Plantageneta em Inglaterra, vindo a ser interrompida pela Dinastia Stuart em 1600. Depois entraram os holandeses com os Orange. Em 1901 entrou em cena a Dinastia Windsor até hoje.

Alguns sites de teorias de conspiração serão os locais ideais para aprofundar esta questão das dinastias. Não vou repetir aquilo que está mais do que publicado. Se há provas ou não das ligações, não sei responder.

Maçonaria – Bilderberg

É recorrente os responsáveis e participantes das reuniões e conferências do Grupo Bilderberg dizerem que não há segredos a esconder e que tudo se passa na maior das clarezas.

Estou convicto de que toda a informação aqui presente pode ser conhecida para objeto de análise e estudo, numa profundidade muito menor do que aquela que os diferentes bilderbergers podem fazer sobre nós, pois, como tentarei demonstrar, muitos dos que participam ou participaram nas reuniões têm acesso a dados pessoais, gostos, ideologias, credos e outras questões objeto de análise sobre um número massivo de indivíduos, que poucas pessoas que pesquisem sobre o Bilderberg têm. Para uma maior compreensão da vastidão de interesses associados ao Bilderberg, terei de registar outras organizações e associações relacionadas direta ou indiretamente com o Bilderberg.

Antes de quaisquer dogmas religiosos estão os valores humanos e o respeito pelo sítio onde vivemos, seja neste ou um dia noutro planeta, com ou sem alienígenas. Podemos ter desenvolvimento tecnológico aliado a valores supra-religiosos e supra-políticos.

Começo em 1920, na Tavistock Clinic, para registar o ano em que a mesma foi criada. Mais à frente voltarei a esta Organização para mostrar a sua preponderância e influência na sociedade há quase 100 anos.all_seeing_eye

Salto para 1943. A luta capitalismo-comunismo – ou numa visão mais leve, socialismo – já se percebia em plena Guerra Mundial. Ainda a guerra não tinha terminado e já se discutia o pós-guerra. Americanos, europeus e soviéticos sabiam que o petróleo iria ser mais necessário do que nunca quando os conflitos terminassem. Não é por isso de espantar que se tenham reunido em Teerão, entre 28 de novembro e 1 de dezembro desse ano. É também em 1943 que começam as divisões internas na Grécia que conduziriam à Guerra-Civil em 1946, que durou três anos.

Entre 1 de 22 de julho de 1944, 730 delegados das 44 nações aliadas encontraram-se em Mount Washington Hotel, em New Hampshire, Estados-Unidos e assinaram o Acordo Bretton Woods, que viria a dar origem a instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento e a definir as regras do Sistema Monetário, como a reintrodução do Padrão-ouro

Em 10 de outubro do mesmo ano, Estaline e Churchill encontraram-se em Moscovo e definiram quem controlaria os Balcãs após a término da guerra mundial.

Deixo esta visão sobre o conflito, um pouco diferente do convencional.

Entre 4 e 11 de fevereiro de 1945, Estaline, Roosevelt e Churchill encontraram-se na Crimeia para decidirem a repartição das zonas de influência capitalista e socialista após a vitória final sobre a ditadura nazi. Dois meses depois, representantes de 50 países lançaram, em São Francisco, a Organização das Nações-Unidas (ONU). Aquele que irá ser, no nosso futuro, o Governo-Único mundial, com uma Polícia-Única mundial e com um Banco-Único mundial.

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Quem lucrou e beneficiou com a segunda guerra mundial? Responder a esta simples questão responde a muitas outras que se podem colocar depois de contabilizadas as vidas perdidas, os estragos psicológicos nos vivos, os estragos físicos, a discussão política ou a divisão do mundo em dois, à semelhança do que havia feito Portugal e Espanha há 500 anos atrás.

Ainda em 1945, em agosto, a União Soviética invadiu o norte coreano – que estava sob domínio japonês desde 1910 – com o acordo prévio dos Estados-Unidos. Uns meses antes, em Ohrdruf, Alemanha, os nazis testaram o que se pensava ser uma arma nuclear. Sem perderem mais tempo, os norte-americanos lançaram os dois únicos ataques nucleares sobre civis, na história mundial, com armas nucleares, Hiroshima e Nagasáqui, em 6 e 9 de agosto respetivamente, fruto do Projeto Manhattan. Cerca de meio milhão de pessoas morreram nestes dois ataques. Ocuparam o sul da Coreia e em 15 de agosto o Japão assinou a rendição.

WWII HIROSHIMA BOMBING AFTERMATH

Esta invasão foi já no final da guerra. Já eram mais que conhecidas a divergências entre norte-americanos e soviéticos. Mesmo assim, invadiram um país para implementarem cada um o seu regime, a sua Nova Era. Os acordos de partilhas, como se de uma família se tratassem, vêm de longas datas. Nada como dividir para reinar e depois partilhar os despojos da guerra. Zés tolinhos que não acordamos para a triste realidade. O ego é superior e não deixa ver. Compreendo, mas não aceito. Por isso tento que a luta partidária, esquerda-direita, direita-esquerda, não seja o tema central. Até pode ser residual, mas não mais do que isso, senão torna-se um vírus para o qual não temos antídoto, um monstro com um poder tremendo como o que vemos o Bilderberg ter. 1945 foi o ano em que os Óscares foram transmitidos por rádio para todo o território norte-americano, pela primeira vez. e o ano em que foi formada a Liga Árabe.

Em Portugal, Salazar recebia um relatório confidencial, sem assinatura e apenas com data de 1945, que o informava que estava em curso uma «conjura internacional da Maçonaria contra Portugal.».

Segundo o documento, a conjura portuguesa seria a segunda fase da incursão maçónica ibérica que já arrancara em Espanha. (…) O relatório garantia ainda que o plano fora traçado com regra e esquadro a partir de Londres, onde a maçonaria estaria a tentar influenciar o embaixador português em Inglaterra, D. Domingos de Sousa, e Holstein Beck, o duque de Palmela. (…) os alegados jogos de bastidores de influência maçónica tinham começado anos antes, com os espiões espanhóis da polícia política portuguesa a garantirem ao Presidente do Conselho, Oliveira Salazar, que se tinham verificado já reuniões secretas maçónicas com um objetivo de legalizar os partidos políticos e instaurar o regime democrático. (…) A estratégia requeria também o recrutamento de novos maçons entre as elites políticas e intelectuais universitárias para tentar desgastar ao máximo o regime do Estado Novo.

(in Segredos da Maçonaria Portuguesa, de António José Vilela).

Na América do Sul pós segunda guerra a presença dos Estados-Unidos e dos Aliados era mais do que evidente. No Panamá, por causa do seu Canal. O Brasil porque tinha sido o ponto mais próximo entre a América e África, tão importante do decorrer da guerra. A Argentina e o Chile haviam sido pontos estratégicos para as forças nazis e seus aliados. Que impacto teve a guerra na economia sul americana? A demanda de matérias-primas pelos Aliados fez crescer as economias deste Continente. Quando a guerra terminou, finalizou a demanda de matérias-primas em tão elevada quantidade. O mercado com a América do Sul já estava feito. Esses países haviam perdido a sua autonomia no mercado-livre, da mesma forma que os atuais produtores agrícolas a perdem com as grandes superfícies comerciais que os espremem até ao tutano. República Dominicana, México, Chile, Venezuela, Peru, Argentina e Colômbia ficaram reféns dos Estados-Unidos.

No início de 1946 deu-se a Crise Iraniana, vista por muitos estudiosos como o despoletar da Guerra-Fria. A European League For Economic Cooperation (ELEC), criada em 1946 por JH Retinger e van Zeeland, antecedeu a fundação do Bilderberg e ainda hoje permanece uma organização de peso mundial.

Em Março de 1947 o Presidente dos EUA, Harry Truman, deu início à sua Doutrina para lidar com o crescimento do comunismo na Europa, mais concretamente na Turquia e na Grécia. Três meses depois, começava a ser desenhado o Plano Marshall, por George Marshall, com base na Doutrina de Truman. Contudo, no Plano Marshall o combate ao comunismo e ao socialismo, em prol do mercado-livre, passaria a ser feito em todo o território europeu. Do lado soviético, a resposta passou por rejeitar toda e qualquer negociação ou presença em reuniões que visassem unir esforços para uma reconstrução europeia. Diziam que os EUA pretendiam tomar o controlo dos países europeus através do capitalismo. 30 de outubro, em Genebra, é assinado o primeiro de muitos acordos-gerais de tarifas e comércio. Começou com 23 nações. Do lado comunista era criado Conselho para Assistência Económica Mútua (COMECOM). Parece um jogo de ténis ou de pingue-pongue. Toma lá dá cá. Será esta luta fundamental para percebermos que devemos estar acima de divisões absurdas? O bicho papão capitalista-comunista começa, hoje em dia, a desaparecer, mas quando desapareceu (assinalo essa data com a Queda do Muro de Berlim) surgiu um novo bicho papão. Duas coisas que marcam o aparecimento desse novo bicho papão: a implementação do capitalismo ocidental na China e a abertura russa a esse mesmo modelo capitalista. Cada um adaptado à sua cultura e à sua gente, mas é capitalismo. Até Cuba já se rendeu. O próximo será a Coreia do Norte. É dos poucos regimes onde ainda persiste a guerra-fria. Esse bicho-papão vai desaparecer. Restará a luta no próximo bicho-papão que falta derrubar para o Império Global ser uma realidade.

Reading after spinning
Funeral-Mahatma-Gandhi

30 de janeiro de 1948, morreu um líder espiritual e religioso de “outro mundo”. Humano, como todos nós, com erros e defeitos. Mas que tentou fazer aquilo que poucos de nós tentamos: conhecer-se a si próprio antes de tentar compreender o mundo exterior. Só uma pessoa com um grande espírito consegue, tal como Jesus conseguiu, dar a outra face depois de receber um ato violento. Nem mesmo as arrepiantes agressões dos nazis à Humanidade demoveram Mahatma Gandhi de difundir a paz e a não-violência como única solução. Um exemplo de vida para todos nós.

Fevereiro de 1948, o Committee on Foreign Relations (não confundir com Council of Foreign Relations pf) emitiu um relatório sobre o Programa de Recuperação Europeu – Plano Marshall -, que viria a ser aprovado um mês depois pelo Congresso norte-americano.

Na sua fundação, o Bilderberg tinha como objetivo unir as sociedades europeia e americana, num contexto de Guerra-Fria, rumo ao desenvolvimento do livre-comércio entre ambos. As pessoas que mais esforços reuniram para a concretização do Grupo foram JH Retinger, van Zeeland, Prince Bernhard da Holanda, Collin Gubbins, Beddel Smith, CD Jackson, Richard M Bissel, Walter Graebner e Paul Rykens.

Também em 1948 foram criados dois governos na Coreia. Ambos reivindicavam o domínio do território coreano. Nasciam assim as duas Coreias, do Norte e do Sul. Mais um Estado havia de nascer em 1948. O Estado Sionista de Israel, em 14 de maio. Ben Gurion foi um dos seus precursores, homem de grande influência nos meios britânicos.

Em 15 de maio de 1948, começou a guerra israelo-árabe, depois de terminado o mandato britânico na Palestina. Cerca de seis meses antes havia começada uma guerra-civil de larga escala em território palestiniano. Sionismo e nacionalismo Árabe estavam em guerra militar. Jordânia, Egipto, Síria, Líbano, Iraque e Arábia Saudita invadiram a Palestina.

Em fevereiro, março e abril de 1949, Egipto, Líbano e Jordânia assinaram o armistício. O Iraque foi incluído no armistício assinado pelos jordanos. A Arábia Saudita não assinou. Possivelmente não precisou porque os Estados-Unidos tinham a Aramco a extrair todo o petróleo do seu território. Do conflito surgiram cerca de 700.000 refugiados palestinianos. Nos territórios árabes foram expulsos judeus, e vice-versa. Os israelitas rejeitaram os limites fronteiriços indicados pela ONU. 

NATO4 de abril de 1949, foi assinado em Washington o Tratado do Atlântico Norte por doze países. Portugal foi um dos participantes. Ainda em 1949, Mao Tsé-Tung sobiu ao poder na China, contrariamente às pretensões soviéticas, pondo fim a dois períodos de guerra-civil e fundando a República Popular da China. Recordando uma frase dele que está na wiki:

Mao_Zedong_with_capNão devemos ter medo de bombas e mísseis atómicos. Não importa o tipo de guerra que possa vir – convencional ou termonuclear -, vamos vencer. Quanto à China, se os imperialistas deflagrarem a guerra contra nós, podemos perder mais de 300 milhões. E daí? Guerra é guerra. Os anos vão passar, e vamos trabalhar para produzir mais bebés do que nunca  

Em fevereiro de 1950, a China e a União Soviética assinaram um Tratado que reforçava o Tratado de Amizade e Aliança Sino-Soviética. Em junho, forças norte-coreanas, apoiadas por russos e por chineses, invadiram a Coreia do Sul. O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu que o ato da Coreia do Norte foi uma invasão e exigiu o cessar fogo imediato. Enviou forças da NATO (não confundir com as forças da ONU) para a região. Praticamente 9 em cada 10 soldados eram norte-americanos, apesar de a força ser composta por 21 países. Para os oficiais norte-americanos era uma guerra contra o comunismo soviético. Para os comunistas, era uma guerra contra o capitalismo norte-americano. O Presidente Truman encarou a situação como um dever de policiamento norte-americano. Mao, seguindo a sua luta contra o capitalismo e na ânsia de anexar mais e mais territórios à China e obrigar à instituição do modelo social chinês, invadiu o Tibete. De acordo com as estimativas, deste conflito já resultaram cerca de 1 milhão de mortes! Tudo em nome de uma ideologia, de uma forma de estar diferente, onde no fundo os objetivos deveriam ser os mesmos: desenvolvimento físico e psicológico; bem-estar físico e psicológico; respeito pelo meio-ambiente e aliar as quatro premissas anteriores a este respeito.

Setembro de 1951. Os Estados-Unidos precisavam de criar mais alianças de modo a contraporem as alianças comunistas dos soviéticos. Nasce o ANZUS. Nesse mesmo mês o Japão assinou o Tratado de São Francisco com os Aliados, escolhendo desta forma o modelo ocidental como modelo social.

O comportamento-padrão do ELEC foi transmitido para o Bilderberg por JH Retinger e van Zeeland: discussões discretas em pequenos círculos, baseando-se em contactos pessoais entre as elites, geralmente orientados para o livre-comércio. Muitos dos membros do ELEC foram contactados nos primeiros anos para estarem nas reuniões do Bilderberg. Três exemplos são Edward Beddington-Behrens, Étienne de La Vallée Poussin e Louis Camu.

8 de março de 1952, Antoine Pinay, um dos futuros homens fortes do Bilderberg, foi eleito Primeiro-Ministro francês, cargo que acumulou com o de Ministro das Finanças e dos Assuntos Económicos durante um ano. Já vinha de dois anos de Ministro do Emprego Público, Transportes e Turismo. De 1955 a 1956 foi Ministro dos Negócios Estrangeiros. De 1958 a 1960 Ministro das Finanças e dos Assuntos Económicos. Em 1958 havia sido, momentaneamente, Ministro Interino do Emprego Público, Transportes e Turismo. Em janeiro de 1960, “o seu liberalismo económico e o apego à Argélia francesa levou-o a demitir-se”.

Em 25 de setembro de 1952, houve uma reunião em Paris que antecedeu a criação do Grupo. Nela participaram JH. Retinger, Paul Rykens, van Zeeland, Prince Bernhard, Collin Gubbins, Hugh GaitskellGuy MolletRudolf MuellerAntoine Pinay e P. Pipinelis. Os dois que não puderam estar presentes foram Lord Portal e Signor de Gasperi.
Desta reunião saiu 
este relatório. Nele diz que “a propaganda e informação oficiais através da imprensa, rádio, filmes, etc, tem-se revelado frequentemente insuficiente e ineficiente. A iniciativa privada pode ser particularmente efetiva a esse respeito.”. “Não devemos fazer nenhuma recomendação de momento acerca dos territórios ultra-marítimos dependentes da Europa, até sabermos o que os autores do relatório americano desejam dizer acerca desta questão.”.

vanzeelandOs Governos no exílio em Londres foram fundamentais para o sucesso da criação do Grupo (página 93). Os contactos entre Retinger, van Zeeland e Prince Bernhard com Beddel Smith e Allen Dulles foram relevantes, pois ligam a CIA à criação do Grupo. Por falta de tempo, Beddel pediu a CD Jackson, que já era amigo pessoal de Prince Bernhard, para se encarregar do pedido dos três “pais” europeus do Bilderberg, que procuravam encorajamento não-oficial para a criação de uma secção americana com participantes de alto nível. Depois de algumas dificuldades enfrentadas por Jackson, devido às eleições nos EUA, em 1953, e devido ao anti-americanismo cada vez maior na sociedade europeia, surgiu uma intervenção de Deus (página 94), segundo palavras do mesmo, em que John S Coleman, Presidente da Burroughs Corporation criou uma Comissão Nacional de Política Comercial (pág 326).

A partir daqui reuniram-se as condições para que houvesse um relatório de resposta por parte dos americanos e um relatório conjunto, que antecedeu a primeira Conferência, em 1954, na Holanda, no hotel que viria a dar o nome ao Grupo.

Foi também em 1953 que os Estados-Unidos conseguiram o armistício na Coreia. O Norte ficou comunista e o Sul capitalista. Cerca de 5 milhões de pessoas perderam a vida neste conflito. Cerca de 0,5% da população mundial da altura. Até hoje este conflito permanece. É o espelho do resultado de uma sociedade dividida. Se dois a quererem o poleiro já eram muitos, três então é o “fim da macacada”.

É quando surge no Egipto a República de Nasser e começa a surgir a Crise do Suez. Despontava o terceiro bicho-papão. Um dos fatores que contribuiu para o corte de relações diplomáticas entre Israel e os Estados-Unidos foi o ataque à bomba na Embaixada Soviética em Telavive, perpetrado pelos Reis de Israel. Foram apanhados, condenados e dois anos depois soltos pelo governo israelita.

Neste ano Estaline morreu e a Princesa Isabel Alexandra Maria tornou-se a Rainha Isabel II, “Chefe da Comunidade Britânica e rainha de sete países independentes: Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.” África do Sul, Paquistão e Ceilão faziam parte mas tornaram-se repúblicas independentes. Atualmente, além dos quatro primeiros mencionados, é também rainha da Jamaica, dos Barbados, das Bahamas, de Granada, da Papua-Nova Guiné, das Ilhas Salomão, de Tuvalu, de Santa Lúcia, de São Vicente e Granadinas, do Belize, de Antígua e Barbuda e Sâo Cristóvão e Nevis. É também a Governadora Suprema da Igreja de InglaterraQue não se tenha a ilusão de que é uma rainha sem poder, porque dava uma página muito maior do que esta. 

Nikita Khrushchov seguiu-se a Estaline, não sem antes ter travado uma “sangrenta disputa interna com políticos poderosos da era Estalinista.

Neste link partilho todos os documentos pré Bilderberg 1954, que consegui obter na Internet.
1stmeet

Bandeira-da-Holanda

primeira Conferência do Grupo Bilderberg, realizou-se entre 29 e 31 de maio de 1954, em Oosterbeek, Holanda, no Hotel Bilderberg. Esta foi a Agenda dessa Conferência e a lista de participantes. Os pontos principais foram:

  • A atitude em relação ao comunismo e à União Soviética
  • A atitude em relação a áreas dependentes e pessoas no exterior
  • A atitude em relação a políticas económicas e problemas
  • A atitude em relação à integração europeia e à Comunidade Europeia de Defesa

A rejeição do comunismo era uma característica ideológica dos participantes, contudo, o ponto principal da discussão não foi o comunismo ou o anti-comunismo, mas sim o anti-americanismo, especialmente o anti-americanismo das elites europeias. Do lado europeu havia uma “sensação genuína de receio que os Estados-Unidos estivessem a dirigir-se para um regime fascista.” (pág 167). Jackson acalmou os seus receios.

Os países “representados” nesta conferência foram os Estados-Unidos (19), o Reino-Unido (11), a Holanda (8), a Alemanha (7), a Bélgica (6), a França (5), a Itália (5), a Noruega (2), a Dinamarca (2), a Suécia (2), a Grécia (1), a Suíça (1) e a Polónia (1), num total de 70 participantesfirstmeetingDos participantes saliento David Rockefeller e HJ Heinz.Rockefeller

Nenhum documento disponível indica que tenha estado algum português nesta conferência. Os documentos originais estão em inglês. Quem tiver curiosidade pode dar uma vista de olhos para aprofundar um pouco mais os quatro temas supra indicados, neste link.

Entre a primeira e a segunda conferências houve alguma relutância do lado norte-americano em manter Conferências regulares. Do lado europeu houve pressão para a continuação das mesmas. Até CD Jackson mostrou relutância do lado americano (pág 92).

Em setembro de 1954 foi criada a Organização do Tratado do Sudeste Asiático. Um Tratado claramente anti-comunista e com o objetivo de impedir a proliferação do comunismo no mundo, assim como um meio de difundir a Doutrina Truman. George Keenan, um especialista nos assuntos soviéticos e membro do Council of Foreign Relations (CFR), é considerado um dos que difundiu a política norte-americana anti-comunista. No final de 1954 e início de 1955 a pressão europeia intensificou-se e os americanos finalmente organizaram-se e criaram a sua secção. Como Presidente foi nomeado Dean Rusk, Presidente da Fundação Rockefeller, como vice-Presidente Beddel Smith, Diretor da CIA, e como Secretário Joseph E Johnson, Presidente da Carnegiee Endowment for Internacional Peace. Estas nomeações demonstram bem que os americanos pretendiam começar a marcar posição no Grupo. Atentem a quem estava representado na secção americana: Rockefeller, CIA e Carnegie Endowment for International Peace. É o início. Há que definir posições, objetivos e rumos a tomar. Também aqui sugiro uma pesquisa mais aprofundada às três últimas organizações/corporações que indiquei, neste livro. Outro tratado celebrado em 1954 foi o Tratado Sino-Americano de Defesa Mútua, assinado em dezembro.

200px-Civil_and_Naval_Ensign_of_France.svgFrança, 1955. Entre 18 e 20 de março o L’Hôtellerie du Bas-Bréau recebeu a segunda Conferência. Cerca de 50 membros das principais elites europeias e americanas reuniam-se pela segunda vez no mais alto secretismo, como os documentos confirmam. Esta foi a lista de participantes e a Agenda. Os pontos principais da Agenda foram:

  • Estudo das relações entre a Europa Ocidental e os Estados-Unidos
  • A infiltração comunista em vários países ocidentais
  • Os povos não-alinhados: aspetos políticos e ideológicos; aspetos económicos

A preocupação comunista passou a ter outra expressão nesta conferência. Como um “representante” francês indicou, o comunismo passou a ser uma moda dos novos intelectuais europeus, ou que assim se consideravam. Discutiram-se números exatos da quantidade de pessoas que pendiam para um regime comunista, entre outros cálculos. Foi referido que o comunismo não era um problema em Portugal. A frase “o sistema democrático foi o melhor regime possível inventado, para proporcionar a reforma da sociedade, inclusive radicalmente, sem revoluções.” é um chavão que perdura até aos nossos tempos. O crescente sentimento anti-colonialista e algumas questões religiosas também foram abordados. Outro tema que gera bastante controvérsia é o controlo populacional. Previu-se que a China chegaria ao final do século com mil milhões de pessoas, e acertaram na previsão. Por isso seria necessário controlo-populacional, de outra forma poderia não haver condições para prevenir a fome ou pelo menos a pobreza extrema nessa altura.

Os países “representados” foram os Estados-Unidos (13), a Holanda (6), o Reino Unido (6), a Bélgica (5), a França (5), a Alemanha (4), a Dinamarca (2), a Itália (2), o Canadá (1), a Noruega (1), a Suécia (1), a Polónia (1) e a Suíça (1), num total de 48 participantes. Os países representados foram exatamente os mesmos de 1954.

Em 14 de maio foi assinado o Pacto de Varsóvia. União Soviética, Polónia, República Democrata Alemã, Checoslováquia, Hungria, Roménia, Bulgária e Albânia (esta sairia em 1968) foram os países aderentes. Era uma resposta à OTAN.

Warschau, Konferenz Europäischer Länder...

alemanhaflagAinda em 1955, mas agora na Alemanha, entre 23 e 25 de setembro, ocorreu a terceira Conferência. O Grand Hotel Sonnenbichi foi o local escolhido. Einstein havia falecido em abril deste ano. Recordo a sua frase: 

Albert_EisnteinSe soubesse que os alemães não seriam bem-sucedidos na produção da bomba atómica, não teria levantado um dedo”, referindo-se ao apoio que deu a Roosevelt para que este criasse um programa de produção de armas atómicas.

Os temas da Conferência já haviam sido selecionados em Barbizon. Esta foi a lista de participantes e esta foi a Agenda. Foram estes os temas que se discutiram em Garmisch:

  • Avaliação do desenvolvimento dos problemas atuais desde a Conferência de Barbizo.
  • Alguns aspetos importantes no campo político:
    • NATO
    • A Unificação da Alemanha
    • A Unificação da Europa
    • As relações Este-Oeste
  • Alguns aspetos económicos importantes:
    • A Expansão do Comércio Internacional
    • Convertibilidade
  • Desenvolvimento Nuclear:
    • Política e aspetos estratégicos
    • Fins pacíficos.

Tanto europeus como americanos saíram da Conferência convencidos do valor do Grupo. Perceberam que era um lugar onde poderiam obter informações em primeira mão em relação a assuntos internacionais e testar novas ideias num contexto não oficial e a nível transatlântico. Foi nesta Conferência que começou a ser pensada uma moeda-única na Europa. 35 anos antes de avançarmos com o Euro, já esta elite mundial decidia em que moldes haveria de ser criado. Etienne Davignon falou sobre isso nesta entrevista.

Outro ponto que demonstra bem a inteligência destas pessoas foi o facto de os norte-americanos terem proposto aos alemãs, e às outras nações presentes, a participação na industrialização da China aumentando o comércio. Sabiam que os soviéticos iriam tentar encontrar na China um aliado estratégico para se financiarem e em contrapartida ajudarem também eles a industrializar a sociedade chinesa. Os próprios soviéticos pretendiam acalmar as tensões para arrumarem a sua casa e tratarem da questão chinesa. Havia a necessidade de o Ocidente entrar na China, ajudando também na industrialização do país.

Não é de somenos termos duas questões tão importantes a serem tratadas logo em 1955: a moeda-única europeia e a China a participar no sistema capitalista.

Novembro. Vietname. Começa uma longa, distante e dispendiosa guerra para os Estados-Unidos. O Vietname do Norte era apoiado pelos comunistas soviéticos e chineses. O Sul pelos capitalistas americanos e os seus aliados.

Fear

A Verdade é tão escarrapachada nos nossos olhos e não a queremos ver. Aqueles que dizem que os filmes são pura ficção que comecem a vê-los de copo vazio para haver espaço para algo mais do que imaginação. As guerras são imaginação? Os mortos nas guerras são imaginação? O modo como chegamos a elas não é imaginação. O porquê de elas existirem não é imaginação. É factual, real, tangível. Assim como uns anos mais tarde a guerra do Afeganistão irá servir para controlar uma posição importantíssima do ponto de vista geopolítico e de controlo da zona que mais heroína produz no mundo inteiro, também a guerra do Vietname teve outros propósitos mais altos que não a guerra contra o comunismo. Daria um estudo interessante, relacionar todas as guerras mundiais com o consumo de droga a nível mundial. Certamente que daria resultados, no mínimo, especulativos.

Dezembro de 1955, numa tentativa desesperada de puxar Nasser para o seu lado, os Estados-Unidos e Reino-Unido anunciam uma ajuda de 75 milhões de dólares para a construção da barragem de Aswan no Egipto. Nasser prossegue a sua conduta anti-colonialista e imperialista Ocidental e a ajuda é cancelada. Começava a Crise do Suez.

ruyulrich1956, ano em que tivemos o primeiro português a participar numa Conferência Bilderberg. Ruy Ennes Ulrich. Apesar de Ruy Ulrich ter sido monárquico assumido e ter pertencido à Junta Central do Integralismo Lusitano (pág 50), fez parte do poder no Estado-Novo.
A sua família tem ligações com o Estado Português, pelo menos, desde a reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755, a convite do Marquês de Pombal. Foram certamente, contudo, as suas carreiras política e profissional que levaram ao seu convite para esta Conferência. Nesta página podemos ver o espólio que é a casa onde Ulrich e a esposa residiram. Um autêntico museu global. Bela Arte de todos os cantos do mundo. Simplesmente magnífico.

Pensemos um pouco nesta ideia: monárquico, mas ao mesmo tempo visionário. Homem de elevada responsabilidade no Estado-Novo. Só os cargos políticos davam praticamente uma página a4. O seu mérito era de tal forma reconhecido que participou numa reunião do Bilderberg em 1956… Isto não é importante, é mais do que importante. Revela que o próprio Grupo ainda não estava totalmente enredado em interesses pouco honestos e globais. Ainda era cedo. Ainda se apalpava terreno para não ferir susceptibilidades. 

De 1937 a 1950 foi Diretor da Faculdade de Direito de Lisboa. Entre 1950 e 1953 foi Embaixador de Portugal em Londres. Já o havia sido em 1933 mas pediu a exoneração por ordem de Oliveira Salazar.
É familiar de 
Fernando Ulrich, do qual não há registo de participação numa Conferência, mas todos sabemos o poder que a família Ulrich tem, mais ainda pela sua ligação à família Mello.

Irei abri um parêntesis para identificar 8 (+1) nomes portugueses ligados a Inglaterra:

  • Antão de Almada – líder do golpe de estado de 1640. Em seguida foi embaixador de Portugal em Londres. Graças à sua diplomacia, Dom Carlos I reconheceu Portugal como Estado Soberano.
  • Sebastião José de Melo embaixador de Portugal.
  • João Saldanha – 1828-1833 diplomata português da esquerda liberal. Inglaterra e França.
  • António Ribeiro Saraiva – embaixador de Portugal em Inglaterra (D. Miguel).
  • Bernardo e Castro – 18??-18?? embaixador de Portugal em Inglaterra. Maçom.
  • Augusto de Vasconcelos – 1918-1919 embaixador de Portugal em Inglaterra; Sociedade das Nações; mais de seis agraciações de diversas ordens nacionais e internacionais.
  • João Hall Themido – 1971-1981 embaixador de Portugal em Inglaterra. Dos poucos embaixadores que não saiu do cargo na Revolução de Abril.

dinamarcaEntre 11 e 13 de maio de 1956, realizou-se no Hotel Store Kro, em Fredensborg, Dinamarca, a quarta Conferência. Contou com 153 participantes. Três vezes mais do que na anterior. Aquilo que dois anos antes pretendia apenas facilitar as relações entre os Estados-Unidos e a Europa, rapidamente se alargou para outros interesses, como podemos verificar pela presença de países de fora deste círculo.

Estiveram representados os Estados-Unidos (38), o Reino-Unido (23), a Alemanha (18), a França (13), a Holanda (12), a Bélgica (12), a Itália (9), o Canadá (5), a Dinamarca (4), A Noruega (4), a Suécia (4), a Suíça (2), a Grécia (2), Portugal (1), Polónia (1), Áustria (1), Austrália (1), Nova Zelândia (1), Paquistão (1) e Índia (1). A NATO esteve representada pelo indiano e por um dos belgas. Os tópicos da Agenda foram:

  • Análise dos desenvolvimentos desde a última conferência
  • As causas do crescimento dos blocos anti-ocidentais, em particular nas Nações Unidas
  • O papel desempenhado pelo anti-colonialismo nas relações entre os asiáticos e o Ocidente
  • Uma abordagem comum do mundo ocidental em relação à China e às nações emergentes do Sul e Leste da Ásia
  • A campanha comunista para subversão política ou de controlo dos países recém-emancipados da Ásia
  • Como o Ocidente pode atender melhor aos requisitos asiáticos nas áreas técnicas e económicas

Desta Conferência devo salientar uma informação extremamente importante, no que diz respeito ao distanciamento do Grupo em relação à sua implicação direta nas políticas seguidas pelas membros e participantes das reuniões e conferências. JH Retinger escreveu:

retingerWe decided, however, that none of the new ideas and initiatives would be developed by the group, but that they should be passed on to some persons or organization who couldfurther develop them.

Creio que nesta frase fica definitivamente quebrado o mito que o Grupo Bilderberg não influencia ou participa da tomada de decisões políticas no mundo. Em 1956 já havia a preocupação de as ideias do Grupo não serem associadas ao mesmo, mas sim a pessoas ou organizações que as pudessem desenvolver.

Fica também quebrado outro mito, que é o da participação portuguesa ter sido apenas após o 25 de abril. Já provei que não foi e ainda só passei em revista quatro conferências.

Em números: Até ao dia 25 de abril de 1974, tínhamos um saldo de presenças de 9/23 conferências. Após o 25 de Abril temos um saldo de presenças de 39/40. Diferença abismal. Agora encontremos reuniões e conferências em que tenhamos tido tão altas pessoas da elite portuguesa com institutos ou instituições fora do âmbito do controlo norte-americano. Contem-nas pelos dedos das mãos. Por isso é que não conseguimos ser uma Suíça ou uma Holanda. Entramos em dogmas e ideias pré-concebidas e fechamos as nossas exportações a muitos mercados que poderiam tornar-nos muito mais competitivos, ricos (no termo materialista da palavra) e capazes de enfrentar os desafios do século XXI. O Luteranismo teve um papel preponderante na evolução das sociedades norte-europeias. Não tenho dúvida disso. Enquanto eles se abriam a outras ideias, o sul-europeu foi-se fechando em si mesmo e em teorias religiosas que teimavam em não se adaptar aos novos tempos.

Em 1956 foi também o ano em que Khrushchov fez o “Discurso Secreto no qual acusava Estaline do crime de genocídio durante as grandes purgas realizadas nos anos de 1930 na URSS e denunciava o culto da personalidade que o cercava.” Esta página mostra-nos mais alguns acontecimentos de 1956. Esta mostra acontecimentos mais marcantes. Na República Popular da China, Mao lançava a Campanha das Cem Flores. Ao mesmo tempo que tentava distanciar-se da União Soviética, Mao tentou assim abrir algumas janelas de oportunidade a outros modelos sociais que não o que tinha em mente. Talvez fosse a sua faceta budista a pensar e agir por si. Foi sol de pouca dura. Dessa tentativa surgiram conflitos, perseguições e prisões de adversários ao regime comunista chinês de Mao. Aceitou outras ideias até certo ponto. Até ao ponto em que confrontavam o seu Sistema de tal forma que este passou da abertura à defesa e, posteriormente, ao ataque. Todo o poder acaba por derivar em corrupção ou fascismo. Basta que esteja demasiado concentrado ou dependente de poucas pessoas. Seja o poder económico, político ou intelectual. Nenhum exercido em excesso é bom para a sociedade. Quando exercidos na medida certa são os motores de desenvolvimento dela.

Em outubro Israel invadiu o Sinai, com o auxílio do Reino-Unido e da França, de forma a recuperar o controlo do Canal do Suez. Em novembro foi estabelecida a primeira Força de Emergência das Nações Unidas. A intervenção dos Estados-Unidos, da União-Soviética e das Nações-Unidas levou ao fim do conflito. Os Estados-Unidos ameaçaram a economia inglesa. Os israelitas não permitiram a presença de tropas da ONU no seu território! Em 1957, depois de conseguirem o que queriam, a passagem no Estreito de Tiran, os israelitas desistiram da guerra. Neste período as nações árabes criaram alianças com a União Soviética, principalmente ao nível militar. Lenine já havia lutado contra o Sionismo. Só estava a ser dado seguimento à sua ideologia, apesar de Estaline ter, em 1947, apoiado o Sionismo nas Nações Unidas, ao ter sugerido um Estado binacional. Os judeus começaram a ser perseguidos na União Soviética e nos Estados Árabes. Em Israel começaram a surgir campos de refugiados para os cerca de 900.000 refugiados judeus. Dois terços ficaram em campos de refugiados em Israel e o outro terço espalhou-se principalmente por França e Estados-Unidos.

Na África do Sul, Douglas Reed alertava para a infiltração sionista no poder norte-americano:

The real danger of Zionism lay in its power to divide the nations of the world against each other and to bring them into collision, in which catastrophe the great masses of mankind would be involved in the proportion of a hundred or a thousand to every Jew.

To depict this obvious possibility was heresy in the 1950’s, and the non-Jewish protests remained unpublished while the Jewish ones were ineffective. In 1953 the New York Jewish journal, Commentary, thus was able to announce that the foreseeable catastrophe had been brought another step nearer in the following terms: “Israel’s survival and strengthening have become a firm element of United States foreign policy and no electoral result or change will affect this.”

Fonte

1957, entre 15 e 17 de fevereiro foi feita a primeira Conferência nos Estados-Unidos, quinta conferência do Grupo,  na Geórgia. King and Prince Hotel, foi o local escolhido.Flag_of_the_United_States.svg

Nenhum português esteve presente nesta Conferência, de acordo com esta lista de participantes.

Os tópicos da Agenda foram:

  • Nacionalismo e neutralismo como fatores de rotura nas Alianças Ocidentais
  • O Médio-Oriente
  • A política europeia da Aliança, com especial relevância para os problemas do Este Europeu
  • A reunificação alemã e a estratégia militar

Estiveram presentes 71 pessoas nesta Conferência, que foi a primeira de duas conferências realizadas em 1957. Os países “representados” foram maioritariamente os que compuseram as assinaturas do Tratado de Roma, um mês depois, se excluirmos os norte-americanos e os canadianos. Estados Unidos (36), Inglaterra (9), Alemanha (6), Holanda (5), França (3), Bélgica (2), Canadá (2) Dinamarca (2), Noruega (2), Suécia (2), Itália (1) e Turquia (1).

bandeira_ueEntre as duas, seria então assinado o Tratado de Roma, em 25 de março, que iria instituir a Comunidade Económica Europeia (CEE) e a Comunidade Europeia da Energia Atómica (Euratom).tratado de roma

Para que se avançasse para o Tratado de Roma, ações como a Conferência de Messina foram fundamentais. Desta Conferência saiu a decisão da criação de um comité intergovernamental de peritos. Paul-Henry Spaak foi o Presidente. Só para menção, Spaak participou no governo de Paul van Zeeland, sendo três anos mais tarde Primeiro-Ministro belga. Durante a segunda guerra mundial seria o ministro dos negócios estrangeiros belga no Governo no exílio, os quais já referi mais acima. De 1947 a 1949 voltaria a ser Primeiro-Ministro belga, tendo cargos ministeriais até 1966. Ainda de salientar a sua ligação com as Nações Unidas desde 1945. Querem maior ligação da construção europeia ao Grupo Bilderberg do que os fundadores da CEE terem estado quase todos presentes nas conferências do Grupo? A sua ligação vai muito para além das conferências. São mantidos contactos constantes entre os participantes e entre participantes que nunca se cruzaram numa conferência, por exemplo. Todos os participantes devem, na sua teia de contactos pessoais, institucionais e profissionais empreender as premissas das conclusões obtidas nas reuniões anuais do Bilderberg. Não preciso de ir buscar romances como o de Daniel Stulin para o confirmar. Algumas reportagens, como esta, podem ajudar a esclarecer algumas dúvidas:

healeyHealey is sure of the influence of the group. At 95, his memory for dates and speeches has dimmed, but he recalls discussing at length the Vietnam war with Henry Kissinger.

Most vividly, he recalls its role in bringing the architects of the European integration – Schmidt, Pompidou, Giscard d’Estaing, Leone – together for open-ended discussions with bankers and economists about how the European monetary system might work.

The great advantage of the Bilderberg thing was they did not have to reach agreement. You had time to discuss things with people who influence events who normally you would not meet at all.”

He adds: “People could talk very freely, much more freely than they would at home.”

Would the European Union and single currency have taken the shape they have now without those early Bilderberg meetings, I ask him.Henry Kissinger

I think it was a very important element in it. Whether it would have happened without it is difficult to say,” he says.

É difícil de responder porque todas as decisões políticas, financeiras, económicas, militares e sociais pós segunda-guerra mundial passaram pelas conferências do Grupo. Muitas decisões foram ali tomadas, como as guerras do Golfo.

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Entre os dias 4 e 6 de outubro do mesmo ano, no Grand Hotel Palazzo della Fonte, Lázio, Itália, deu-se a sexta conferência do Grupo.

Foram 34 os participantes. Estados-Unidos (10), Reino-Unido (5), Alemanha (4), Holanda (3), Itália (3), Bélgica (2), França (2), Noruega (2), Canadá (1), Dinamarca (1) e Turquia (1).

Esta foi a lista de participantes e esta foi a Agenda.

Os temas da discussão foram:

  • Armas modernas e desarmamento em relação à segurança Ocidental
  • O impacto do progresso tecnológico no armamento, na estratégia e na diplomacia
  • Limitações de armamento e o seu efeito na NATO
  • Os mecanismos políticos e económicos dentro da Comunidade Ocidental são adequados?

Foi referido que os soviéticos estavam a perder força na Europa mas, por outro lado, estavam a ganhar no Médio-Oriente, mais concretamente na Síria.

A importância da Turquia foi salientada. O Ocidente não podia perder aquele parceiro estratégico para a União Soviética. Era demasiado importante.

Também foi sugerido um embargo de armas ao Médio-Oriente, mas caiu por terra por terem sido associadas muitas dificuldades que poderiam colocar em risco as relações com os aliados árabes.

Justificaram porque era difícil. Cada pais tinha interesses num país árabe em concreto. A Inglaterra no Iraque. Os Estados-Unidos na Arábia Saudita. A França em Israel e a Itália no Irão.

Em relação ao desenvolvimento económico do Médio-Oriente:

It was pointed out, however, that economic development in the Middle East raised the same problems as in Asia or indeed in Europe during the Industrial Revolution. If the backward peoples were given access to modern techniques and to a twentieth-century standard of life, they must also be guided towards political democracy, otherwise the social chaos created by rapid economic development would provide Communism with new opportunities. For this reason one of the speakers believed that the problems of the Middle East should be seen in conjunction with those of similar areas in Asia, and more should be done to link the problems of the Far East and Middle East together.

Por aqui se percebe quais os motivos que têm impedido o ser humano de atingir níveis civilizacionais muito mais elevados do que os atuais.

URSSEm novembro, em Moscovo, a União Soviética tentou mostrar todo o seu poderio numa Conferência  que reuniu vários líderes comunistas e socialistas, num ano em que testou com sucesso misseis balísticos intercontinentais e o lançamento do primeiro e segundo satélites artificiais. Mao não gostou e começou a crise Sino-Soviética. O líder chinês não concordava com a visão de Nikita. Para Mao era imperativo lutar contra o capitalismo.

1958, janeiro; os Estados-Unidos lançaram o seu primeiro satélite terrestre, o Explorer I. Nasceu a NASA. A guerra-fria passava para o desenvolvimento espacial. E ainda bem. Competições destas são bem-vindas. Ajudam a melhorar o nosso bem-estar e a destruirmos, menos, o meio-ambiente que nos permite esse bem-estar. Deixam de ser positivas quando têm objetivos militares e não humanistas.

reparabeunidaNikita ordena aos Aliados Ocidentais que evacuem Berlim Ocidental. Desiste depois de os Aliados se unirem e resistirem. O Egipto e a Síria criaram a República Árabe Unida (REA) em fevereiro (foto), nascida da necessidade interna da Síria de travar os conflitos derivados da guerra-fria e do crescente poder comunista. Nasser foi nomeado presidente. Al-Azm foi deposto e Nasser centralizou o poder em si, procurando eliminar os comunistas do poder. Exigiu a criação de um partido único na Síria e conseguiu-o.

Preocupada com a hostilidade de Nasser em relação ao Ocidente, a Jordânia fez uma união com o Iraque no mesmo mês. Quatro meses depois Oficiais do Exército Iraquiano deram um Golpe de Estado. Nasser declarou que um ataque ao Iraque era um ataque à REA.

No dia seguinte, fuzileiros navais dos Estados-Unidos e do Reino-Unido desembarcaram no Líbano e na Jordânia. No Líbano tinha eclodido uma guerra-civil, em maio, derivada da guerra-fria. De um lado muçulmanos que queriam o nacionalismo Árabe, do outro cristãos que pretendiam aliar-se ao Ocidente. Eisenhower lançou a Operação Blue Bat para defender os interesses capitalistas ocidentais na região. Três meses foi o tempo que as tropas norte-americanas levaram para reprimir os muçulmanos. Quatro baixas. Terminava a neutralidade Ocidental neste conflito em particular. O facto de Nasser não se virar nem para gregos nem para troianos foi suficiente para que Eisenhower tomasse a decisão. Os comunistas não podiam ganhar terreno. O Islão ainda não representava uma ameaça, até porque o maior país islâmico, Arábia Saudita, era aliado norte-americano. Mas… Nascia a Fatah de Yasser Arafat. Tunísia e Marrocos juntaram-se à Liga Árabe.

test nuclearSoviéticos, norte-americanos e ingleses suspenderam os testes nucleares por três anos! Como é que permitimos testes com armas nucleares? Líderes assassinos. O papa Pio XII declarou Santa Clara de Assis a padroeira da televisão! Os Estados-Unidos entraram em recessão económica mas fundaram a Pizza Hut. Surgiram os primeiros parquímetros em Inglaterra. Os The Quarrymen gravaram o seu primeiro disco. A Resistência Tibetana recebeu o apoio da CIA. Também aqui se travava a guerra-fria. Os Estados-Unidos lançaram a Operação Argus, para realizar testes nucleares no Pacífico ao mesmo tempo que a última amputação genital feminina legal era feita no país. Os soviéticos fazem testes nucleares no Ártico, em Nova Zembla. A descolonização continuava e vários países tornaram-se independentes. De Gaulle lançava o Memorando Secreto onde pedia que os Estados-Unidos, a França e a Inglaterra criassem um diretório para comando da NATO. Norte-americanos e soviéticos deram início a expedições a zonas remotas do Planeta. Começava uma nova guerra-fria, agora no plano científico. Do lado islâmico também eram dados alguns passos: nascia a Universidade de Tecnologia de Amirkabir. Em Portugal Humberto Delgado criava o Movimento Nacional Independente. A Maçonaria começava a dar um ar institucional da sua graça, apesar de proibida. Humberto Delgado foi maçom.

Só um aparte: imaginemos, nem que seja por frações de segundos, que todas as pessoas mais “inteligentes”   do Planeta, de todas as nacionalidades, tinham nesta fase da nossa história se sentado à mesma mesa e, por etapas de necessidades, tomando a pirâmide de Maslow como exemplo (apenas por exemplo, podia-se ter outra linha em conta, mas igualmente lógica), ter delineado objetivos comuns, partilhado Conhecimento e Saber, cada um depois filtrado e adequado ao público-alvo de cada cultura, de modo a tentarmos, pelo menos uma vez, olhar para a sociedade e para o Planeta como um todo. Mas não, preferimos a via mais fácil. Não sei se já viram o filme Divergente, mas é o exemplo perfeito daquilo que começámos a fazer na nossa sociedade pós segunda guerra. Os divergentes foram perseguidos em todo o Planeta. Uma autêntica caça às bruxas. No Ocidente lutou-se contra o papão comunista. Nos regimes comunistas e/ou socialistas lutou-se contra o capitalismo. Nos países árabes começou, com Nasser, a surgir um sentimento anti-colonialista, tanto para a ideologia ocidental como soviética. Todos os que divergissem do modelo social imposto eram ridicularizados, perseguidos, presos, deportados ou exilados.

A China queria também distanciar-se de alguma forma destes três e Mao tentava criar o Sistema Perfeito e o Ser Humano Perfeito: O Grande Passo em Frente. Três anos de fome, convulsões sociais e muitos mortos foram o resultado desta política. Estima-se que tenham morrido, vítimas do modelo social imposto, entre 15 e 30 milhões de pessoas. São números complexos de se obter, porque há repercussões que são quase impossíveis de tabelar. As psicológicas, principalmente. Essas vão muito da subjetividade de cada um. O que para um é uma coisa má, para outro pode ser apenas uma adversidade, um desafio, uma forma de se suplantar e de se conhecer enquanto Ser. As terras foram coletivizadas e os agricultores organizados em grandes comunas. A desflorestação foi feita em larga para o cultivo agrícola e demanda de madeira. A industrialização rural levou à utilização de fornos rudimentares para a produção de aço!

UKflagO Grupo Bilderberg reuniu-se em Buxton, Inglaterra, no Palace Hotel, entre 13 e 15 de setembro de 1958. Foi a sétima conferência do Grupo. Na Agenda  (e lista de presenças) estiveram estes tópicos:

  • O futuro da Defesa da NATO
  • Cooperação económica Ocidental, com especial referência para as consequências políticas da existência de áreas com diferentes moedas no mundo Ocidental e para o desafio económico soviético nos países subdesenvolvidos
  • A aproximação Ocidental à Rússia soviética e comunista

Este foi o Relatório Preliminar. Foram 72 os participantes: Estados-Unidos (22), Reino-Unido (13), Alemanha (11), Holanda (6), Itália (5), Bélgica (4), Dinamarca (3), França (2), Suécia (2), Canadá, (1), Grécia (1), Noruega (1) e Turquia (1).

Foi referido por um participante que os chineses maus tinham ganho na China e que os bons tinham-se refugiado na Ilha Formosa (Taiwan). A Formosa foi o local de onde os japoneses lançaram os ataques de Pearl Harbour e, por esse motivo, tinha de permanecer nas mãos dos Aliados. A adesão da República Popular da China à ONU era algo que os norte-americanos não queriam mas que os europeus aceitavam porque se a China era má, muitos outros países que compunham a ONU também o eram. Não confundir com República da China que tinha aderido em 1945. Um dos argumentos favoráveis à adesão da República Popular da China à ONU era o facto de, dessa forma, o capitalismo ganhar terreno ao comunismo.

Apesar de importante, o Islamismo não era preocupante. Aliás, o nacionalismo islâmico era visto como algo benéfico pois poderia contrariar as aspirações comunistas no Médio-Oriente. Mais importante do que extremismos religiosos era travar as aspirações soviéticas. O resultado, 60 anos depois, já o conhecemos. As soluções apontadas são as mesmas que naqueles tempos lutaram contra o comunismo. Guerras atrás de guerras e quem paga são os civis, que não pediram guerra nenhuma e apenas querem viver uma vida descansada. Claro que com as adversidades da guerra acabam, muitos deles, por ter de tomar partido de um lado ou de outro. É a sua defesa da vida. É o que qualquer órgão vivo faz, tenta preservar a sua vida. Depois, vemos ainda mais extremismo. A pobreza é a causa maior de qualquer guerra. Pessoas pobres são vulneráveis, facilmente influenciáveis por ideologias repressivas e fascistas. Pessoas ricas ou remediadas também. Mas as causas são outras. Aí é a preservação do nível de bem-estar. Reparemos que os motivos relacionados com racismo ou xenofobia prendem-se quase sempre por questões de mercado de trabalho, hábitos e costumes que vão mudar ou a densidade populacional. Não há um único argumento válido no aspeto lógico. Tudo ilusório e superficial. Tudo fruto da intriga e do ego.

Um dado curioso, que facilmente poderia escapar a uma leitura na diagonal. Calhou reparar bem neste parágrafo. Não estão a contar que consiga estudar minuciosamente cada documento, pois não? 😎

buxtonbuxton2Descartes

A violência é vista pelos nossos líderes, em qualquer canto do mundo, como inevitável. Que podemos esperar de pessoas que olham para a violência e guerra como uma inevitabilidade do progresso, da substituição do velho pelo novo? Para eles deve ser visto como algo que faz parte da natureza humana. Será que Tavistock ainda não lhes tinha ensinado que tão importante como a nossa predisposição genética é o ambiente que nos rodeia? Naquele tempo ainda não conseguiam saber que, no útero, os bebés já sentem o mundo exterior. Já há sensação produzida pelos sentidos. Neste aspeto as culturas Orientais levam-nos avanço. Mesmo com convulsões políticas e mudanças de regime, os Sábios souberam manter os Segredos escondidos do poder corrupto e que iria usar esses mesmos Segredos para proveito próprio. A destruição ou controlo dos sábios seria um dos passos seguintes. Pouco há a estudar em relação à psicologia humana. Podemos ter a ilusão de que há mudanças, mas a essência nunca muda, logo, todas as mudanças serão carregar ainda mais ilusão a todo este teatro da vida.A única coisa que realmente muda é a nossa máscara. Como a sociedade tendeu a penalizar comportamentos desviantes, que antes não tinham xerifes para controlar, cada um de nós passou a ter uma máscara para cada situação. As cidades surgiram. O pequeno meio rural ou tribal, que permitia que quase todos se conhecessem e um estranho ficasse rapidamente registado, deixou de ser um problema para a criação de mais máscaras novas. Agora era possível ser um barão na Avenida da República e um vagabundo na casa de meninas sem que o resto da comunidade desse conta dessa mudança. Outros antagonismos podem ser estabelecidos.

vetor-opostoQuanto mais esforço se fizer para obrigar as pessoas a seguir determinada doutrina, mais obstáculos essa doutrina terá. É a lei da causa e efeito. O oposto irá sempre brotar em algum lado, de forma a que o seu oposto que reina se torne visível, senão entra em decadência. É em filosofias orientais e da Grécia Antiga que nos baseamos para suportar o nosso conhecimento e análise das coisas. A Justiça, essa, foi copiada dos romanos por ser a que mais se adapta à inscrição de um Império na história.

Quando falamos em Educação escolar, por exemplo, vemos este efeito. Não olhamos para as reais necessidades dos alunos. Não adaptamos o sistema a eles, eles é que têm de se adaptar a uma linguagem única. Se tiverem sorte e compreenderem a linguagem daquele professor, ainda se safam e aprendem alguma coisa, senão, é um ano perdido naquela(s) disciplina(s). A causa: falta de atenção à necessidade de diversidade consoante o recetor. Consequências/efeitos: alunos descomprometidos com o professor e a matéria, conhecimento importante que dificilmente voltam a dar no meio académico. Diz-se que a carga horária das escolas é elevada. Não é. Mais ilusão. O Sistema é que não tem dinheiro para financiar atividades escolares como visitas de estudo; laboratórios de investigação científica; arte e pintura fora dos padrões atuais; música e escultura com as mãos realmente “na massa”; meditação ou atividades semelhantes, com um peso filosófico elevado, afastado do religioso para não derivar em conflitos pessoais nas relações interpessoais; programadores informáticos e não professores informáticos (quem não perceber a diferença peço desculpa, mas não aprofundo); desporto variado, muito para além da penosa passagem por uma hora e meia de faz de conta que é desporto (isto não se aplica a bons colégios privados). Querem discutir Educação nas bases políticas da guerra-fria ou realmente discutir a necessidade de termos boa educação para nos tornarmos um país competitivo e com outras mentalidades?

Falar da China de Mao é falar de Lin Biao. Foi extremamente importante em toda a estratégia e experiências sociais feitas por Mao. Em 1959 aconteceu a revolta no Tibete. A China pretendia impor o seu regime no território. Os tibetanos não aceitaram. Para aqueles que dizem que no Budismo não há guerras, repensem o que dizem e aprofundem as guerras que o Budismo tem travado co outras religiões. Nem o Taoismo foi isento de guerras. Qualquer religião que tente tornar o ser humano mais autónomo, sem recurso a outro ser humano para gerir a sua espiritualidade, é para ser abatida pelo poder político e económico. Nenhum é compatível com semelhante religião. Vejamos o que disse o último Buda conhecido sobre a guerra:

«Simha, eu declaro a aniquilação do egoísmo, da luxúria, da má vontade, da ilusão. Porém, eu não declaro a aniquilação da paciência, do amor, da caridade e da verdade.

Simha, eu julgo injustas as ações desprezíveis, sejam elas feitas pela ação, pela palavra ou pelo pensamento; mas eu julgo virtuosa e louvável a retidão.»

E Simha disse: «Uma dúvida persiste no meu espírito com respeito à doutrina do Abençoado. Consentirá o Abençoado em afastar a nuvem para que eu possa entender o Dharma como o Abençoado ensina?»

Quando o Tathãgata deu o seu consentimento, Simha continuou: « Sou um soldado, Ó Abençoado, e fui nomeado pelo rei para cumprir as suas leis e para executar as suas guerras. Permite o Tathãgata, que ensina a bondade sem limites e a compaixão para com todos os seus sofredores, a punição do criminoso? E mais, declara o Tathãgata que é errado ir para a guerra para proteger as nossas casas, as nossas mulheres, os nossos filhos e a nossa propriedade? Ensina o Tathãgata a doutrina da total auto-entrega, de tal modo que eu deva sofrer às mãos do malvado fazendo o que lhe bem aprouver e ser-lhe submisso, ameaçando tirar-me o que é meu? Defende o Tathãgata que se deveria proibir toda a discussão, incluindo a guerra, tal como é empreendida para a defesa de uma causa justa?»

Buddha replicou: «Aquele que merece ser punido deve ser punido, e aquele que merece ser louvado deve ser louvado. Mas ao mesmo tempo, ele ensina a não fazer mal aos seres vivos e a estar cheio de amor e bondade. Estas interdições não são contraditórias, porque quem quer que deva ser punido pelos crimes que cometeu, suporta o seu mal não pela má vontade do juiz, mas por causa das suas próprias más ações. Os seus próprios atos trouxeram-lhe os males que o executor da lei inflinge.

Quando um magistrado pune, que ele não acolha em seu coração o ódio, mesmo que seja um assassino condenado à morte, pois deverá considerar que isto é fruto das suas próprias ações. Tão logo entenda que o castigo irá purificar a sua alma, ele não mais lamentará o seu destino mas alegrar-se-á com ele.»

E o Abençoado continuou: «O Tathãgata ensina que toda a guerra pela qual o homem tenta matar o seu irmão é lamentável, mas ele não ensina que aqueles que vão para a guerra por uma causa justa, depois de terem esgotado todas as possibilidades para preservar a paz, sejam censuráveis. Deve ser censurado aquele que é a causa da guerra.

«O Tathãgata ensina um total capitulação do ego, mas ele não ensina a capitulação de nada aos poderes daquilo que é mau, sejam homens, deuses ou elementos da natureza. Deve haver luta, pois toda a vida é uma luta de alguma forma. Mas aquele que luta deveria escolher não lutar em função do ego contra a verdade e a retidão.

«Aquele que luta a favor do ego, para que ele próprio fique maior, mais poderoso, rico e famoso, não terá recompensa, mas aquele que luta pela retidão e pela verdade, terá uma grande recompensa, pois até mesmo as suas derrotas serão uma vitória.

«O ego não é um cântaro apropriado para receber qualquer grande sucesso; o ego é pequeno e frágil e os seus conteúdos serão brevemente derramados para benefício doe outros, e talvez para sua maldição.

«A verdade, porém, é suficientemente grande para receber os anseios e aspirações de todos os egos, e quando todos se desfizerem como bolas de sabão, os seus conteúdos serão preservados e na verdade eles levarão uma vida duradoira.

«Aquele que vai para a guerra, Ó Simha, mesmo pensando que é por uma causa justa, deve estar preparado para morrer pelas mãos dos seus inimigos, pois esse é o destino dos guerreiros; e se o destino lhe bate à porta não tem razão para se queixar.

«mas aquele que é vitorioso deveria lembrar-se da instabilidade das coisas terrenas. O seu sucesso pode ser grande, mas seja ele sempre grande até a roda da fortuna girar outra vez e levá-lo ao pó.

«Porém, se ele for moderado e, afastando todo o ódio do seu coração, levantar o seu adversário derrubado dizendo-lhe: ”Anda, vamos fazer as pazes e sejamos irmãos”, ele ganhará uma vitória que não é transitória, pois os seus frutos perdurarão para sempre.

«Grande é um general de sucesso, Ó Simha, mas aquele que conquista o ego é o maior vencedor.

«A doutrina da conquista do ego, Ó Simha, não é ensinada para destruir a alma dos homens, mas para a preservar. Aquele que conquistou o ego é mais apto para a vida, para ter sucesso e para ganhar vitórias do que aquele que é escravo do ego.

«Aquele cujo espírito está livre da ilusão do ego será firme e não cairá na batalha da vida. (…)

in Evangelho de Buda, de Paul Carus

O Buda parecia o Ronaldo quando falava na terceira pessoa, mas não era para inflamar o seu ego, era para tentar derrubá-lo e permitir que o filtro da verdade atuasse no mundo físico. Era uma máscara que usava. Falava na terceira pessoa para que o interlocutor o compreendesse. De outra forma assumiria que era o ego dele a falar e não a Verdade por intermédio dele. Isto parece sobrenatural, mas não é. A Verdade já foi difundida por tanta gente. Uns conhecidos mundialmente, outros não passaram de “meros” cozinheiros ou jardineiros. Uns estranhos por quem passamos na rua mas que por vezes são tão Iluminados como um Buda. Já foram feitas tantas experiências sociais no sentido de provar esta “teoria budista”. Ora espreitem lá esta que muitos já devem conhecer:

A culpa é nossa quando permitimos que nos metam dentro de uma caixa e sejamos meros ratos a andar numa rodinha. Não questionamos nada. Andamos de cabeça baixa em todo o lado. A rotina de um citadino é facilmente descrita por um estranho. Que vidas estas tão previsíveis. Monótonas e tão cheias de movimento. Carros a 200, motas a 300, comboios a 500, aviões a 1000 km/h… Pfuuu!!!

Mao, apesar de budista, deve ter-se achado um buda vivo e, vai daí, quis ser o rei sol de um país próximo do país do Sol Nascente. Malditos líderes que se acham supremos e infalíveis. Quantos génios morrem às mãos de regimes? Quanto Conhecimento e Saber se perde por alguém seguir doutrinas cegamente, pensado serem as únicas possíveis e infalíveis. Será que nem pegando em livros de história os Homens percebem que não vale a pena guerrear e que cooperar produz muito melhores resultados do que competir? A competição faz falta, faz parte da vida, mas não pode ser o objetivo final. É apenas parte da etapa. Sem competição, confrontação, alguma luta, definhamos. Se definhamos ficamos circunscritos às nossas crenças, não conseguimos fazer algo tão simples como esvaziar o copo (mente; receptáculo; pote; garrafa… cada um que lhe chame o que entender) de modo a que conteúdo novo entre (novas ideias; novo líquido).

Coisas tão simples como evolução no conhecimento científico ficam estagnadas, porque achamos que já atingimos o máximo dos máximos e o que não atingimos compete a deus. Já sabem o que vou dizer quanto a isto. Isso mesmo… ilusão. Pura ilusão. Por isso reis mandaram matar sábios quando os mesmos pretendiam apenas estudar e analisar os corpos depois de mortos. Mas não podiam. Era crime. Deus não permitia. Assim sendo, se algum sábio da época fosse apanhado a abrir um cadáver (autópsia), o mais certo era ir parar à fogueira ou ao cepo. Literalmente.

Somos uns ignorantes que não permitem sábios (bruxos, magos, druidas, cientistas…) no seu seio por receio do seu poder, porque não o tentamos compreender. Oh, que fantástico, como é que alguém se lembrou que talvez fosse possível a voz chegar a outro lado pelo ar. Mas para isso foi necessário alguém inventar primeiro algo físico, uma linha que levava a voz. Invenção atrás de invenção, a maioria dos inventores sem se conhecerem uns aos outros, e chegámos ao ponto de enviarmos voz para o canto mais remoto do mundo. Agora com imagem. Um dia com todas as cinco sensações em simultâneo. Que pena ser através da tecnologia, porque todos nós temos já disponíveis e gratuitas todas essas capacidades, dentro da melhor máquina já vista: o cérebro humano. Mas desperdiçamos mentes em caixas de supermercados como se isso fosse um grande feito (haver trabalho).

É sempre melhor seguir os conselhos dos militares mesmo que os mesmos só percebam da guerra! Até um bom militar deve perceber tanto da guerra como da paz, senão só saberá viver em guerra. Este tipo de psicologia é dada aos militares ou o que interessa é que sigam ordens sem pensar? Quanto mais exigente a força em que ele está, mais abertura para ele demonstrar as suas qualidades e competências existe. A inteligência conta tanto ou mais do que a capacidade física. Este é o soldado do futuro. Que sabe analisar ao milésimo de segundo sem depender de algo no ouvido para saber o que fazer.

Com Mao nasceu O Grande Salto em Frente e o Grande Salto para trás.

famine

Conseguem olhar nos olhos da criança que está mesmo virada para a máquina e ficar indiferentes? Olhem bem lá no fundo. Estas crianças perderam a sua inocência há muito tempo. Fomos nós que lha roubámos. Como é que vemos retratos de guerra e ficamos indiferentes? Não pode ser. O sofrimento não nos pode tornar indiferentes. É isso que pretendem quando colocam imagens com sangue umas atrás das outras nas televisões. Banalizar a violência até que se torne algo visto com normalidade. Depois querem, por decreto, que as pessoas não sejam violentas. Quanta hipocrisia!

Fome, miséria e desalento foi aquilo que o regime opressivo de Mao conseguiu. Não tem muita coisa boa para recordar. Nuances vagas de humanismo.

barbiehumanaEm 1959 os Estados-Unidos ficaram com 50 estados, tendo sido o Havaí o último a aderir à Federação. Foi feita a primeira cerimónia dos Grammy Awards. Cortaram relações com a Cuba de Fidel Castro, que havia “corrido” com Fulgêncio Batista. Nasceu o culto da Barbie. A Rússia cortou relações com a China de Mao. O Iraque abandonou o Pacto de Bagdade. Em Portugal Delgado pediu asilo político na embaixada do Brasil e Henrique Galvão na embaixada da Argentina. Em Bissau morreram 50 pessoas no Massacre de Pidjiguiti. Em Lisboa foi inaugurado o monumento ao Cristo Rei. Com a Revolta do Tibete Dalai Lama refugiou-se na Índia.

Thamzin Tibetan1958

Entrando minimamente na questão, verificamos que o conflito teve origem em Kham, uma zona onde a autoridade tibetana não tinha grande influência. Mao tentou forçar o Dalai Lama a terminar com os conflitos, mas o mesmo era incapaz porque o povo de Kham não o ouvia, queriam era saber das suas terras que estavam a ser ocupadas por comunistas. Mao não parava a fome e não deixava as pessoas cultivarem para se alimentar. Isto é como o regime opressor capitalista, em que se eu for um mecenas que queira simplesmente ter terras para produzir alimentos, com elas gerar empregos, vender os produtos ao custo de produção, não posso, porque é dumping. Dalai Lama conseguiu fugir apesar de o povo tibetano ter rodeado o Palácio para isso não acontecer.

tibetan-uprising

turquiaEm Istambul, entre 18 e 20 de setembro, aconteceu a oitava Conferência do Grupo Bilderberg. Çinar Hotel. Esta foi a Agenda e lista de participantes.Os tópicos da agenda foram:

  • Revisão dos acontecimentos desde a última Conferência
  • União e divisão na política Ocidental
    • Quais são as implicações positivas e negativas da recente estratégia de desenvolvimento para o Ocidente
    • Quais são os objetivos ocidentais no desenvolvimento económico internacional e como podemos atingi-los
    • Quais são as questões do panorama da África Tropical que podem afetar a união Ocidental

Foram 79 os participantes.Estados-Unidos (17), Turquia (13), Alemanha (10), Reino-Unido (9), Holanda (7), França (5), Itália (4), Bélgica (4), Noruega (3), Canadá (3), Grécia (1), Suécia (1), Suíça (1) e Portugal (1).

Com a crise de Berlim, ficou claro para os Aliados que o regime soviético não pretendia unir a Alemanha mas sim dividi-la oficialmente. Os participantes deveriam também esquecer o mito de que Khruschev era brando, porque só era nos assuntos internos. Em relação a assuntos externos era pior do Estaline, disse um orador. Quanto precisariam os russos de tensões internacionais para mostrar a sua força?

Isto é muito semelhante a um elemento do casal que desconfia do outro sem razões óbvias. Nisto, começa com indiretas fruto da sua imaginação. Discussões e conflitos. Se tivesse sido claro com o parceiro talvez metade das discussões não existissem. Se calhar até havia razões para desconfiar, mas só o descobre com calma, encarando o parceiro com serenidade e inteligência. Não é com raiva. Com raiva não percebe se o parceiro está a mentir. E quem muito desconfia…

Outro orador apontou o perigo de os soviéticos terem alterado o discurso e não pretenderem seguir uma guerra-fria militar, conflituosa, mas sim amistosa, de coexistência, de competição entre o comunismo e o capitalismo. Como isto era apenas uma mudança de tática, a ameaça permanecia ao mesmo nível, particularmente porque agora poderia ser mais difícil para o Ocidente reagir.

Reagir! Vejamos a simples diferença entre reagir e agir. Num discurso o orador tem atenção com cada palavra utilizada. Sabe onde vai causar estragos, onde vai motivar um sorriso, uma lágrima ou, pelo menos, um pensamento mais profundo, uma revolta e uma mágoa intensas. Um bom orador sabe tudo isto e muito mais. Os oradores do Bilderberg, como pudemos constatar pelos documentos pré-Bilderberg 1954, têm de ser pessoas com um discurso imponente, forte, marcante, que influencie os restantes participantes. Ao ser introduzida a palavra Reagir, não foi ao acaso. Da mesma forma que o nosso subconsciente grava como devemos nos equilibrar para andar numa bicicleta, grava pequenas coisas ao qual é mais receptivo. O que ficou gravado nas mentes foi reagir e não agir, que poderia dar resultados bem melhores. Cada participante tem um filtro e a política seguida no pós reunião irá sempre depender dele.

Um exemplo de como a nossa comunicação social nos faz isto sem que nos apercebamos:

Manuel Maria Sarmento Rodrigues foi o único participante português na conferência. Foi Governador da Guiné Portuguesa entre 1945-49. Em 1950 foi Ministro das Colónias de Salazar. A partir de 1951 Ministro do Ultramar. De 1957 a 1961 foi Comandante da Escola Naval. Entre 1961-64 foi Governador-Geral de Moçambique. Esteva na Conferência em 1959. Querem-me dizer que o Salazar que tudo sabia, não estava informado que este senhor, com tão altos cargos nos seus governos, tinha estado presente numa conferência do Bilderberg?

sarmento-rodriguesjá com o posto de contra-almirante (atual vice-almirante), governador-geral de Moçambique, cargo que desempenha até 1964 e do qual se demite por algumas propostas que considerava vitais para a consolidação do espaço lusíada não terem tido acolhimento no Governo

in Diário de Notícias

Em 1959 ainda Salazar estava no auge apesar das tentativas de derrube. Só caiu quando a cadeira o atraiçoou. Não foi pela mão de ninguém porque, apesar de ter sido um ditador, foi um bom ditador. Há uma diferença enorme entre um mau ditador e um bom ditador. Peço que não confundam as minhas palavras e as conotem com um sentimento salazarista. Não é nada disso. É saber olhar para a história e ver o que o homem teve de bom e de mau. É fácil criticar hoje, século XXI. Mas os tempos eram outros. Por isso é que ele não acabou como o Hitler ou como o Mussolini. Sarmento Rodrigues foi casado com uma das sobrinhas de Guerra Junqueiro.

SalazarTimeDurante o Estado Novo, apesar de muitas dificuldades, a maçonaria conseguiu manter-se sempre ativa, até porque não foi perseguida de forma violenta, como aconteceu em Espanha. Alguns destacados maçons foram interrogados e até presos diversas vezes, como aconteceu com Adão e Silva, Raul Rego, Cal Brandão e Dias Amado, mas isso nunca se deveu à associação com a maçonaria. Simplesmente eram oposicionistas ao Estado Novo.

O regime também não se preocupou em demasia com instituições como a Liga Portuguesa dos Direitos do Homem, fundada por Magalhães Lima, em 1922, e que era mais uma extensão da maçonaria. De resto, socialmente, a maçonaria portuguesa também se limitava a apoiar como podia (e podia pouco) viúvas e órfãos de maçons, auxiliando ainda alguns Irmãos exilados, sobretudo no Brasil.

in Segredos da Maçonaria Portuguesa, de António José Vilela

1960, entramos numa década retumbante. Farta em factos e guerras.

Nos Estados-Unidos a televisão começa a ganhar cada vez mais espaço na vida das pessoas. O primeiro debate na campanha presidencial norte americana televisionado e nacional foi entre Nixon e Kennedy.

O incidente com o U-2 deteriorou as relações entre os Estados-Unidos e a União Soviética. Os norte americanos ainda tentaram usar a NASA para se defenderem, mas em vão, pois os russos tinham destroços do avião espião. Em 57 Eisenhower já havia celebrado um acordo com o Paquistão para aí estabelecer uma base que permitisse espionar os russos de forma mais ostensiva. O Supremo Tribunal norte americano legislou ainda que os afro-americanos estavam protegidos de segregação nos autocarros públicos.

Na República Popular da China, um jornal do regime acusou a União Soviética de revisionismo. O apoio de Mao à Frente de Libertação Nacional do Vietname tornou-se imperial após a separação com os irmãos comunistas.

Moscovo ordenou aos seus conselheiros que voltassem da China e cancelou as ajudas militares e económicas ao país.

Em Portugal Álvaro Cunhal e mais nove comunistas fugiram de Peniche. Fomos um dos fundadores da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). Ah Salazar, o terrível, o ditador, permitiu que o país fosse um dos fundadores do livre comércio em 1960! Um ditador capitalista ou com visão de futuro? O homem não fechou as portas a nenhum quadrante político. Por isso conseguiu que a segunda guerra não nos atingisse o território. Era, antes de ditador, um chefe de Estado, um diplomata, um homem super inteligente. Se quisesse tinha tornado isto uma ditadura pior do que a de Hitler, mas não o fez. Não eram esses os seus propósitos. Senão tinha acabado como Hitler, suicidando-se. Chega de elogiar o Salazar, que também falhou em muitos pontos na sua gestão. Nem de longe nem de perto foi perfeito.

dagNeste ano Salazar encontrou-se com inúmeras pessoas de vários quadrantes políticos. Franco, de Espanha. Franz Strauss, que esteve ligado ao Grupo Bilderberg, esteve em Lisboa enquanto Ministro da Defesa da República Federal Alemã. O Secretário-Geral da ONU, Dag Hammarskjold, também esteve em Lisboa. Há teorias que indicam que este senhor foi assassinado. O Observador expõe quatro delas no seu site, nesta página. straussArnold Toynbee discursou no Instituto de Altos Estudos Militares. Não conhecem? Claro que não, não foi jacobino. Ora vejam lá a sua opinião sobre o que se passou no pós segunda guerra mundial:

ToynbeeIn the world as it is today, this institution can hardly be a universal Church. It is more likely to be something like a League of Nations. I will not prophesy. I will merely repeat that we are at present working, discreetly but with all our might, to wrest this mysterious political force called sovereignty out of the clutches of the local national states of our world. And all the time we are denying with our lips what we are doing with our hands…

fontes 1 e 2

Bandeira-da-SuicaSuíça, 28 e 29 de maio de 1960. Palace Hotel, Burgenstock. Nona conferência Bilderberg. Sarmento Rodrigues repete a presença.

68 participantes (contabilizo quem assistiu também como participante, porque afinal de contas nem todos vão ao palanque, logo, quase todos assistem e poucos participam realmente). Estados-Unidos (13), Alemanha (11), Holanda (7), Reino-Unido (6), Itália (5), Suíça (5), França (5), Bélgica (4), Dinamarca (2), Noruega (2), Suécia (2), Canadá (1), Grécia (1), Portugal (1), The Graduate Iinstitute (1), Comunidade Económica Europeia (1) e Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (1).

Lista de participantes e Agenda.

São tantas as pessoas presentes que registaram o nome na história mundial que é impossível estar a detalhar o que cada um fez, qual a sua influência na sociedade atual e de que forma deixaram o seu legado à elite corrente.

1960agenda

Poizzz, todos nós temos uma capacidade oculta de sair temporariamente da máscara que usamos publicamente e mostrar o nosso verdadeiro ser, que depois quando executarmos as nossas funções a máscara esquece-se de tudo o que ouviu e viu na Conferência. É o terceiro milagre de Fátima revelado em primeira mão, aqui no Fino Punkto. 🙂

Retinger agradeceu aos suíços a hospitalidade e a excelente escolha do local e do hotel. O caso U-2 foi abordado pelo primeiro orador norte-americano (o nome nunca é especificado em nenhum documento). Se os vôos eram para manter daquela forma e se iriam continuar a dar desculpas como pesquisas meteorológicas.  Os russos sabiam que os vôos já ocorriam há quatro anos. O futuro (1966) Primeiro-Ministro da República Federal Alemã esteve presente.

1960agenda

Quem é o Mr. K?

1960agenda1960agenda.JPG

Como é que os norte-americanos lidaram com o caso U-2:

Four days after Powers disappeared, NASA issued a very detailed press release noting that an aircraft had “gone missing” north of Turkey. The press release speculated that the pilot might have fallen unconscious while the autopilot was still engaged, even falsely claiming that “the pilot reported over the emergency frequency that he was experiencing oxygen difficulties.” To bolster this, a U-2 plane was quickly painted in NASA colors and shown to the media. Under the impression that the pilot had died and that the plane had been destroyed, the Americans had decided to use the NASA cover-up plan. Nikita Khrushchev used the American misstep to embarrass President Eisenhower and his administration

Isto é o que se chama uma false-flag. Outra definição.

Foi recomendada a adesão da República Popular da China às Nações-Unidas. Ainda sobre a guerra-fria e para percebermos como é que esta gente consegue dominar esquerda e direita, quando na mente do cidadão comum a esquerda ou a direita podem salvar-nos desta elite, porque está acima dela! Depois eu é que divago e sou lunático. Não vê o óbvio quem não quer.

1960agenda.JPG

Mr. K era Khrushchev.

1961. Ano em que começou a Guerra Colonial Portuguesa. Angola. Foi também o ano em que Sarmento Rodrigues foi nomeado governador-geral de Moçambique. Não acredito que Salazar não estivesse a par das duas presenças de Sarmento Rodrigues nas duas conferências Bilderberg, até porque o ditador sabia de tudo. Ou não??? Apesar de saber da inclinação política de Sarmento Rodrigues, nomeou-o para tão importante cargo, num momento em que se viviam tensões nas colónias Portuguesas e de outros países colonizadores (para não chamar outra coisa).

Esta é a lista de Portarias criadas em 1961 por Salazar:

No discurso de 10 de junho, Salazar afirmou categoricamente o que se estava a passar e qual a posição dos norte-americanos em toda a situação. Quem nunca tiver ouvido estas palavras que ouça agora. Se achar, como um comentador do Expresso, que sou fascista ou de extremas por falar bem de Salazar em alguns pontos, que me perdoem, mas estão a ser ignorantes porque o que mais detesto são totalitarismos ou outras coisas do género. Não percebo o porquê de tantos nervos por eu o fazer. Afinal, quantos negam que Portugal teve grande influência na Globalização por via dos Descobrimentos? Não é isso motivo de orgulho nos nossos livros da escola? Não gostamos de bradar aos quatro ventos? Então? E se digo que fomos enganados por ingleses, franceses, holandeses e alemães e fomos carne para canhão? Nos e os espanhóis? Já o disse antes! Volto a repetir. Fomos carne para canhão. Fomos conquistar a América do Sul, África e mais alguns territórios mais a Oriente, mas esquecemo-nos de quem permitiu o Tratado de Tordesilhas… Poizzzz… O papa…. Sem esse consentimento não havia nada para ninguém. Nem nós nem os espanhóis poderíamos dividir o Mundo em dois… Que lindo… Os maiores da Península e arredores… Maiores e mais poderosos que os grandes da Europa. Chegámos, conquistámos, perdemos vidas nos mares, nas guerras com os territórios onde quisemos obrigar à integração da nossa cultura… Hoje não gostamos que o façam no nosso território… Mas em tempos gostámos de o fazer… É passado… Dirão alguns… Muito passado… Dirão outros… A barbárie ficou registada na consciência global para sempre… Até sermos capazes de nos perdoar uns aos outros… E criarmos uma civilização empreendedora… Capaz de olhar para tudo e para todos com o mesmo respeito e dignidade que a raça azul do filme Avatar… E agora dirão alguns que sou Nova Era… Apesar de tudo o que escrevi no início desta página… Fabuloso… Ao ritmo da música… Escrever tanta coisa diferente, ao mesmo tempo que procuro ser sério nos Bilderberg e nos ditadores salazares, francos e outros… Poizzz… 🙂 Antes de vos dar com o discurso do ditador, relaxem a mente:

Se ouviram, conseguem ouvir agora as palavras do ditador sem o copo cheio. Penso eu de que… 😉

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Um estadista que procurava, antes de mais, defender os nossos direitos e não os seus. Mas as pessoas acham que o homem era malicioso e agia em proveito próprio.

emconstrucao

EM CONSTRUÇÃO

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